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April 18, 2026
Estado Tocantins

Suspeito de matar garçonete fez ameaças e ofensas em conversa antes do crime:

  • Abril 2, 2024
  • 3 min read
Suspeito de matar garçonete fez ameaças e ofensas em conversa antes do crime:

O homem, que tem 36 anos, também foi levado para atendimento médico por causa dos ferimentos e ficou sob responsabilidade do Sistema Penal. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o momento que o suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM). O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.

Além dos xingamentos, o suspeito ainda disse que o filho do casal, de apenas três anos, um dia iria matá-la, já que segundo ele, ‘a família dela era amaldiçoada’.

Marcilene já tinha registrado boletim de ocorrência contra as ameaças do ex e até conseguiu uma medida protetiva. Mas a determinação judicial não impediu o feminicídio da jovem.

A família de Marcilene contou que o ex-companheiro da jovem também usava o filho para fazer chantagens.

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Pedido de justiça

Marcileide Alcântara, que é irmã da vítima, contou que assim como a cidade, toda a família está abalada com a perda, e pede por justiça.

“A gente não supera, queremos justiça. Isso não pode ficar impune porque minha irmã perdeu a vida dela. Ele tirou os sonhos dela, tirou tudo praticamente. E o filho dela está sofrendo. A lei não pode defender a minha irmã, a justição não pode fazer nada por ela. Ela estava sozinha e ele acabou com a vida dela”, disse a irmã.

Familiares levam cartaz escrito ‘Feminicípio, basta’ para velório de jovem assassinada por ex-companheiro — Foto: Divulgação

Feminicídios no Tocantins

Em 2024, foram registrados sete casos de feminício no Tocantins, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP). Pelo menos 129 suspeitos teriam descumprido medidas protetivas de janeiro a março.

Conforme o Tribunal de Justiça, de janeiro de 2023 a fevereiro de 2024, foram concedidas 4.568 medidas protetivas no estado.

No fim de 2023, o governo federal incluiu o Tocantins na lista de estados que deve receber dinheiro para a compra de tornozeleiras eletrônicas, que vão ser destinadas somente ao monitoramento de agressores de mulheres.

Para a diretora da Associação dos Delegados do Brasil, Raquel Gallinati, as medidas só serão eficazes se houver fiscalização.

‘Uma medida protetiva de urgência ter eficácia, precisamos do mecanismo de fiscalização por exemplo do cumprimento dessas medidas. Precisamos do aparato completo, daqueles policiais que podem dar resposta para a vítima e uma resposta também para o estado, no que tange a responsabilização criminal daquele agressor”, explicou.

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