Reunião da IMO termina sem aprovar taxa de carbono para a navegação – ClimaInfo
As nações marítimas do mundo mantiveram o plano de adotar a primeira taxa global de carbono para o transporte marítimo em um encontro na Organização Marítima Internacional (IMO), em Londres, que terminou na 6ª feira (1º/5). Os países continuarão trabalhando no assunto até dezembro. No entanto, também concordaram em discutir propostas alternativas e em considerar novas ideias – o que poderia alterar substancialmente o plano, destaca a AP.
Os países prepararam uma possível votação no fim do ano sobre novas regulamentações globais para tornar o transporte marítimo mais limpo – a “Estrutura de Emissões Líquidas Zero”. Contudo, em vez de concluir as discussões, os delegados agendaram mais reuniões até lá, mantendo a estrutura como base para suas negociações.
Diversos países apresentaram propostas alternativas e sugeriram alterações, afirmando que estas deveriam continuar a ser consideradas para negociações inclusivas e construtivas. O presidente da reunião, Harry Conway, da Libéria , assegurou que essas opções ainda podem ser analisadas nas próximas reuniões e que novos documentos podem ser apresentados. Fontes que integram as negociações disseram ao Guardian que muitos países têm sido alvo de forte lobby pró-petróleo para barrar a imposição da taxa. Libéria, Panamá e Grécia estão entre as nações que parecem ter mudado de posição, passando do apoio a controles rigorosos sobre as emissões de gases de efeito estufa à tentativa de revogar novas regulamentações.
Grande parte dessa pressão tem nome e sobrenome: Donald Trump. O Financial Times destaca as táticas para emperrar a taxa adotadas pelos EUA na IMO. Os EUA argumentaram que a estrutura apresentada era pouco mais do que uma “versão global” do que descreveram como o sistema de comércio de emissões “profundamente impopular” da União Europeia, e que os consumidores arcariam com a maior parte dos custos.
A adoção do net zero para grandes embarcações poderá determinar se as emissões do setor marítimo serão compatíveis com um aumento da temperatura global próximo de 2°C até 2050, ou se poderão contribuir para um aumento de cerca de 4°C ao manter-se a trajetória atual. A conclusão é de um relatório do think tank Climate Action Tracker (CAT), informa a eixos.








