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May 4, 2026
Clima

Chuvas deixam mortos e desaparecidos em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul – ClimaInfo

  • Maio 3, 2026
  • 2 min read
Chuvas deixam mortos e desaparecidos em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul – ClimaInfo

Pelo menos 10 pessoas morreram e outras três desapareceram em decorrência das fortes chuvas que atingiram Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul no fim de semana. Nos três estados, quase 5.000 pessoas foram desabrigadas ou desalojadas.

A pior situação ocorreu em Pernambuco, onde seis pessoas morreram. As chuvas provocaram alagamentos, deslizamentos e desmoronamentos principalmente na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata Norte. As cidades mais afetadas são Recife, Olinda, Paulista, Goiana e Timbaúba. A governadora Raquel Lyra (PSD) decretou situação de emergência em 27 municípios atingidos, informa o g1.

Na Paraíba, os temporais levaram o governador do estado, Lucas Ribeiro (PP), a decretar estado de calamidade pública, segundo o Correio do Povo. Em Guarabira, no interior paraibano, dois homens morreram eletrocutados enquanto preparavam a estrutura de uma corrida de rua em comemoração ao Dia do Trabalhador. Os municípios mais atingidos pelas fortes chuvas foram Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo.

O Rio Grande do Sul também registrou duas mortes e busca por três desaparecidos, segundo o Mix Vale. Além dos temporais, o estado sofreu ventos fortes e mar revolto. Em Pelotas, quatro pescadores naufragaram na Lagoa dos Patos durante a tempestade, e apenas um corpo havia sido encontrado. A outra morte confirmada ocorreu no município de Cangaçu, onde um homem foi eletrocutado.

O Instituto Decodifica divulgou uma nota em que afirma que as mortes e os estragos provocados pelas chuvas extremas em Pernambuco não podem ser tratados como um evento isolado e imprevisível. Na verdade, escancaram a injustiça climática – e não apenas no Estado.

“O que vemos hoje em Pernambuco é a repetição de um padrão histórico de vulnerabilização de territórios periféricos e de comunidades já expostas a múltiplas formas de desigualdade. Assim como em outros estados brasileiros, os impactos mais severos recaem sobre favelas e periferias, territórios majoritariamente habitados por pessoas negras, onde a ausência de infraestrutura adequada de drenagem, saneamento e moradia digna transforma as chuvas intensas em tragédias anunciadas. Famílias perdem bens, documentos, memórias e, sobretudo, sua segurança, em um ciclo que se repete ano após ano, escancarando a dinâmica do racismo ambiental.”

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Ian Mello

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