Quadrilha suspeita de arrombar caixas eletrônicos e roubar quase R$ 500 mil é alvo de buscas e prisão
A Operação Payback, da Polícia Civil do Tocantins, cumpriu mandados referentes a três alvos, de 35, 44 e 50 anos. Além disso, há mais quatro mandados de prisão a serem cumpridos contra outros dois investigados, e 12 de busca e apreensão domiciliar, nas cidades de Fortaleza e Novo Oriente, no Ceará.
A Operação é liderada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), e investiga a autoria de duas ocorrências de arrombamento a caixas eletrônicos de agências bancárias no Tocantins.
O primeiro arrombamento aconteceu no dia 18 de março de 2020, e teve como alvo a agência do Bradesco, em Miranorte. O segundo se deu no dia 23 de maio do mesmo ano, em agência do mesmo banco, em Pedro Afonso.
Segundo o delegado Evaldo Oliveira Gomes, titular da 1ª DEIC, os três suspeitos são da cidade de Novo Oriente (CE). Eles seriam responsáveis por diversos furtos usando o mesmo modus operandi em vários estados do país como São Paulo, Mato Grosso, Maranhão, Pará, dentre outros estados.
“Os investigados são responsáveis por uma série de crimes patrimoniais ocorridos em diversos estados do país, inclusive tendo sido os autores de outra ação executada nas cidades de Feliz Natal e Nova Ubiratã, ambas do Mato Grosso. Além destes, foi identificada uma série de outros delitos praticados em desfavor de instituições financeiras”, ressalta o delegado.
Planejamento prévio e métodos elaborados
Conforme a investigação, quadrilha tem como foco agências bancárias de cidades do interior, em sua maioria do Banco Bradesco.
Os criminosos fazem levantamentos prévios sobre a rotina das agências para identificar vulnerabilidades de cada local. Feito isso, eles se hospedam em cidades vizinhas, para não levantar suspeitas na cidade alvo da ação criminosa.
Um dia antes dos furtos, a quadrilha provoca algum tipo de pane nos terminais de autoatendimento utilizando dispositivos, e desse modo conseguem a senha de abertura dos caixas eletrônicos. Na manhã seguinte, os bandidos inserem a senha captada e concretizam o furto dos valores contidos nos caixas.
Uma vez consumado o furto, o trio voltava para Novo Oriente, cidade de origem dos três.
Alvos de busca e apreensão
Assim que os autores foram descobertos, a polícia pediu mandados de prisão e de busca e apreensão, que foram autorizados pelos juízes das Varas Criminais das cidades de Miranorte e Pedro Afonso.
Ainda conforme as investigações, há suspeita de que outras pessoas tenham participação no esquema. Eles agiam cumprindo as mesmas funções de ocultar e dissimular a origem dos valores movimentados pelo trio de criminoso, e também foram alvos de mandados de busca e apreensão.
Diante das suspeitas, foi determinado o bloqueio judicial de cerca de R$ 1,8 milhão das contas bancárias dos envolvidos, além da apreensão de diversos objetos adquiridos com o dinheiro do crime.
Prisão
Até o momento, somente um dos envolvidos foi preso e será levado à unidade prisional local, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário tocantinense.
A Operação conta com a participação de policiais civis tocantinenses das DEIC’s de Paraíso, Gurupi e Araguaína, das Divisões Especializadas de Repressão a Narcóticos de Palmas e Araguaína, e do Grupo de Operações Táticas Especiais da Polícia Civil (GOTE), bem como com o apoio da Polícia Civil do Ceará, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos.









