PF desarticula organização criminosa por garimpo ilegal na TI Sararé – ClimaInfo
A Polícia Federal deflagrou na 3ª feira (18/8) a Operação Solo Sagrado, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela extração ilegal de ouro da Terra Indígena (TI) Sararé, no Mato Grosso. Os suspeitos também teriam feito “lavagem” do ouro oriundo do garimpo ilegal, com sua inserção no mercado formal.
A operação foi feita em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) e cumpriu 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em Mato Grosso e Rondônia. A Justiça também determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal e o sequestro de bens e valores dos suspeitos.
O inquérito mostrou que o ouro extraído ilegalmente da TI Sararé era adquirido diretamente dos garimpeiros ou de intermediários ligados à atividade, sendo repassado posteriormente a outros agentes da cadeia econômica até alcançar estruturas formalmente constituídas no mercado mineral. Os investigadores descobriram indícios de utilização de cooperativas para conferir aparência de legalidade à origem do minério.
Segundo a Receita Federal, um dos núcleos financeiros investigados movimentou mais de R$ 20 milhões entre 2022 e 2025. Também foram identificados mais de R$ 3,5 milhões em recebimentos provenientes de instituições de pagamento e empresas de serviços digitais, que teriam sido usadas para dificultar o rastreamento da origem e o destino dos recursos.
A investigação ainda apontou que o esquema dependia de uma complexa logística para manutenção das frentes de exploração, envolvendo escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos. Na TI Sararé, os agentes apreenderam e inutilizaram uma escavadeira hidráulica pertencente a uma das empresas investigadas em uma área de garimpo ativo, que também foi multada em mais de R$ 3 milhões.
Cenário MT, Correio Braziliense, Estado de Minas, g1, Poder360, R7 e SBT, entre outros, repercutiram a notícia.









