Movimentos organizam “COPs paralelas” para discutir clima nas periferias – ClimaInfo
A menos de três meses da COP30 movimentos da sociedade civil têm se organizado para discutir clima na periferia – e mais que isso, levar suas vozes para o evento da ONU em Belém (PA). O impacto das mudanças climáticas em regiões de alta vulnerabilidade, como nossas periferias, foi 15 vezes maior entre 2010 e 2020, de acordo com dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).
Em Belém, a COP das Baixadas prepara uma programação extensa, com diversos eventos nas Yellow Zones – uma referência às zonas oficiais Azul (Blue Zone), espaço reservado às negociações oficiais, e a Verde (Green Zone), aberto à sociedade civil previamente cadastrada.
As Yellow Zones estão localizadas nas sedes de oito organizações: a Barca Literária, Casa Samaúma, Gueto Hub, Mirante da TF, Seja Democracia, Pedala Mana, Chibé e Fundação Escola Bosque. Durante as duas semanas da COP30, elas terão oficinas, palestras e rodas de conversa com temáticas voltadas ao clima.
“O que vai ser discutido na Conferência é muito importante, mas eu não estou fazendo questão de estar lá, porque o que queremos é discutir as questões que tocam a nossa cidade. Promover arte e cultura com os debates que importam”, afirma Ruth Costa, do Coletivo ParaCiclo, que luta pela mobilidade urbana acessível em Belém, ao InfoAmazonia.
Já Belo Horizonte se prepara para a COP das Quebradas. O evento será dividido em duas partes: os “rolezinhos”, que funcionarão como uma preparação, no qual os inscritos visitarão territórios periféricos para conhecer iniciativas locais. Já a segunda parte, que acontece no começo de outubro, terá como foco a discussão do clima pela perspectiva das periferias acontece em 3 de outubro. Um dos objetivos do evento é elaborar a Carta Manifesto das Quebradas, que será apresentada para a delegação brasileira na COP30, informa O Tempo.
“Muitos dos que estão discutindo sobre os impactos, principalmente os grandes líderes mundiais, não têm conhecimento do que a base tem feito para mitigar os efeitos das mudanças climáticas nos seus territórios”, ressalta o diretor da Coordenadoria de Vilas e Favelas da Região Centro-Sul de Belo Horizonte, Júlio Fessô.









