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July 17, 2026
Clima

Texto no Senado cria nova disputa sobre marco dos minerais críticos – ClimaInfo

  • Julho 16, 2026
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Texto no Senado cria nova disputa sobre marco dos minerais críticos – ClimaInfo
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Substitutivo apresentado na Comissão de Infraestrutura propõe nova versão da política, enquanto o texto aprovado na Câmara segue parado no Senado.

15 de julho de 2026

marco minerais críticos
Ra’ike / Wikimedia Commons

Resumo

  • Nova disputa no Senado sobre minerais críticos: um substitutivo apresentado na Comissão de Infraestrutura propõe versão alternativa ao texto aprovado pela Câmara em maio, que segue parado. A principal diferença: o senador Wilder Morais (PL-GO) esvaziou o poder do conselho nacional de controle do setor, exatamente o que as mineradoras queriam.
  • Governo não abre mão do conselho: o Executivo vê o colegiado como um instrumento de controle do acesso de empresas estrangeiras aos minerais críticos. Lula quer que o beneficiamento ocorra no Brasil: “não vamos ser mais exportadores de matéria-prima”.
  • Petrobras e BNDES na jogada: o governo estuda acionar a BNDESPAR e a Petrobras para ampliar a participação estatal na mineração de críticos, além de criar linhas de crédito para prospecção. Lula compara o momento ao da descoberta do pré-sal, com a mesma estatal no centro da estratégia.
  • A criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) ganhou um novo capítulo na 3ª feira (14/7), com a apresentação de um substitutivo na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado, destaca a eixos. Enquanto isso, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados no início de maio segue parado, à espera da análise dos senadores. E o governo federal tenta ampliar a participação estatal no setor, via BNDES e Petrobras.

    A CI pautou para votação terminativa o parecer do senador Wilder Morais (PL/GO) ao Projeto de Lei nº 4.443/2025, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB/AL), uma proposta alternativa ao texto da Câmara. Mas, de forma independente, Morais incorporou ao seu substitutivo partes do projeto aprovado pelos deputados e adaptou outros trechos aos interesses do setor mineral.

    A principal diferença entre os dois projetos é que o senador do PL reduziu o poder do Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, destaca a CNN Brasil. O parecer retirou do colegiado a atribuição de homologar operações societárias em projetos de minerais críticos, cabendo a ele apenas o registro e acompanhamento dessas transações. Era o que as mineradoras queriam.

    O governo federal não abre mão do conselho, nos moldes do texto aprovado na Câmara, segundo o NeoFeed. Na avaliação do Executivo, o colegiado é um instrumento de controle do acesso de empresas estrangeiras ao setor. E sua criação foi uma alternativa à “TerraBras”, estatal que seria criada para controlar a exploração, a produção e o beneficiamento de minerais críticos.

    A posição do governo foi reforçada pelo presidente Lula no início da semana. “Quem quiser explorar minerais críticos e terras raras vai ter que fazer aqui dentro desse país, porque a gente não vai ser mais exportador de matéria-prima. A gente quer fazer o processo de transformação aqui”, afirmou, em visita ao Instituto de Aeronáutica e Espaço, em São José dos Campos (SP).

    O governo ainda avalia formas de ampliar a participação estatal na atividade de mineração. Em reunião na 6ª feira passada (10/7), no Palácio do Planalto, o presidente e seus auxiliares discutiram acionar o BNDESPAR e a Petrobras para a iniciativa, além de criar linhas de crédito para pesquisas de prospecção, detalha a Folha.

    Segundo participantes da reunião, Lula está entusiasmado com a possibilidade de exploração desses minerais, de beneficiamento no país e de criação de uma indústria nacional de exploração de terras raras. O cenário foi comparado ao período de descoberta do pré-sal, em 2006, no primeiro mandato do petista. Não por acaso, a estratégia federal envolve diretamente a Petrobras.

    • Em tempo: Um relatório do Serviço Geológico do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), identifica áreas com potencial para terras raras no Vale do Ribeira, em São Paulo, mas omite a existência de um território quilombola. Embora um dos locais mapeados se sobreponha à comunidade Mandira, em Cananéia, o documento não menciona a comunidade nem inclui o quilombo em seus mapas. O estudo é preliminar e ainda não comprova a viabilidade econômica da exploração nem autoriza atividades de mineração. Ainda assim, lideranças quilombolas e especialistas ouvidos pela Repórter Brasil afirmam que a divulgação do mapa pode aumentar a pressão sobre o território tradicional.

    • mineração
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