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August 9, 2026
Estado Tocantins

Filhote de boto nada ao lado da mãe e encanta em cena de

  • Agosto 9, 2026
  • 3 min read
Filhote de boto nada ao lado da mãe e encanta em cena de

Animais foram avistados em Esperantina, norte do estado, por dois jovens que se deslocavam para uma praia. Mães e filhotes permanecem juntos por 2 a 3 anos após o nascimento.


  • Um filhote de boto-do-araguaia e sua mãe foram avistados nadando no Rio Araguaia, em Esperantina, no Tocantins. O registro em vídeo foi compartilhado nas redes sociais.

  • O jovem Juan Pablo fez a gravação nesta sexta-feira (31) durante um passeio de barco. Os animais foram vistos inicialmente em uma parte rasa do rio.

  • O biólogo Hugo Buratti explicou que o boto-do-araguaia foi reconhecido em 2014. A espécie se diferencia do boto amazônico por genética, cor acinzentada e menor porte.

  • O cuidado do filhote é exercido unicamente pela mãe por até 3 anos. A gestação dura 12 meses e gera apenas um filhote por ciclo.

Espécie foi registrada no Rio Araguaia

Espécie foi registrada no Rio Araguaia

Um boto-do-araguaia adulto foi avistado nadando ao lado de um filhote nas águas do Rio Araguaia, em Esperantina, no norte do estado. O momento ‘fofura’ foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais.

O registro foi feito pelo tocantinense Juan Pablo, enquanto se deslocava de barco para uma praia no povoado São Francisco no dia 31 do mês passado. O jovem estava acompanhado de um amigo.

“De longe vimos uma figura, até então desconhecida, se debatendo na água rasa do rio. Nos deslocamos até o local e, chegando lá, nos deparamos com dois botos, sendo uma mãe e um filhote. Logo em seguida, eles conseguiram sair da parte rasa do rio e sumiram das nossas vistas”, relata.

Mãe e filhote da espécie boto-do-araguaia — Foto: Divulgação/Juan Pablo

O g1 conversou com o biólogo Hugo Buratti para entender melhor sobre as características da espécie e o comportamento entre mãe e o filhote]. Ele explica que o boto-do-araguaia é uma espécie de golfinho de água doce endêmica da bacia dos rios Araguaia e Tocantins, reconhecida cientificamente em 2014.

“Se diferencia dos botos amazônicos por características genéticas, menor porte e coloração mais acinzentada. O cuidado parental é uma estratégia de sobrevivência essencial e exercida, exclusivamente, pela mãe”, explica.

O macho não participa de nenhuma etapa parental após a cópula, segundo o biólogo. A fêmea carrega apenas um filhote por ciclo reprodutivo, em uma gestação longa de 12 meses.

Mães e filhotes permanecem juntos por 2 a 3 anos. Durante esse tempo, a mãe protege, amamenta e ensina o jovem a caçar e a sobreviver nos rios.

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