Eleições 2024: o que as pesquisas Quaest apontam na véspera do 2º turno nas 15 capitais
Veja o que os números indicam sobre a disputa nas capitais.
Foram levados em consideração os votos válidos, que desconsideram brancos e nulos, como a Justiça Eleitoral faz para definir quem são os vencedores (leia, abaixo, como a Quaest calcula os votos válidos).
As disputas mais apertadas
- Em duas capitais, Cuiabá e Fortaleza, os dois candidatos aparecem com 50% das intenções de votos.
- Em outras 6, há empate técnico, que acontece quando a diferença entre os dois candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa: Belo Horizonte, Natal, Palmas, Campo Grande, Manaus e Porto Velho.
- Nas outras sete, um candidato tem a liderança: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, João Pessoa, Aracaju e Belém.
O 2º colocado do 1º turno está na frente
Em apenas uma cidade, Goiânia, o candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno está na frente do adversário. Nas outras seis cidades, quem está na frente é o candidato que venceu no primeiro turno.
Os partidos que lideram
O MDB tem três candidatos entre os sete que lideram as disputas. Se vencer em todas, será o partido que governará mais capitais a partir de 2024: cinco ao todo, pois no 1º turno, a legenda ganhou em Macapá e Boa Vista.
O PSD – que desbancou o MDB após mais de 20 anos e já é o partido com mais prefeitos no país – lidera em uma capital. Se vencer, chegará a quatro, o dobro do que conseguiu em 2020. A legenda tem, ainda, um candidato em empate técnico – pode, então, ir até cinco e se equiparar ao MDB.
Partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL tem um candidato na liderança. Se vencer, chega ao comando de 3 capitais (em 2020, o partido não elegeu nenhuma).
O PL, entretanto, tem mais 5 candidatos em empate técnico. Se também eles vencerem, vai a 8, e passa PSD e MDB para se tornar o partido com mais prefeitos de capitais, ultrapassando a marca atingida pelo PSDB em 2016 (7) e quase igualando o PT em 2004 (9).
Além disso, o PL mais 3 candidatos que estão atrás na disputa pelo 2º turno – caso vença todas as disputas, chegaria a 11, um número inédito desde 1985.
União Brasil e PP também têm um candidato na liderança cada um, mas o União pode ir, na primeira eleição municipal da qual participa, ao comando de 3 capitais se vencer nessa, ou mesmo a 6, se ganhar também nas outras 3 na qual empata.
O PP pode ir a 2, o mesmo número que elegeu em 2020.
PT de Lula e outros de esquerda sem candidatos na liderança
A última rodada de pesquisas Quaest mostra o partido do presidente Lula (PT) fora da liderança das disputas de 2º turno, mas com 3 candidatos em empate técnico com os adversários.
Caso vença nessas três, reverterá a tendência de queda no comando de capitais que vem desde 2004 e que terminou com o pior resultado do partido na história em 2020, quando não elegeu nenhum prefeito de capital.
Os outros dois partidos de esquerda que estão no segundo turno, PDT e PSOL, também estão fora da liderança. Cada partido tem um candidato em segundo lugar na disputa do 2º turno nas capitais.
São Paulo
Belo Horizonte
Porto Alegre
Fortaleza
Manaus
Curitiba
Belém
Goiânia
Campo Grande
Natal
João Pessoa
Cuiabá
Aracaju
Porto Velho
Palmas
Como a Quaest calcula os votos válidos?
Para calcular os votos válidos, que é a forma como o TSE divulga o resultado das eleições, a Quaest levou em consideração as intenções de voto da pesquisa, o padrão e o perfil de comparecimento eleitoral na cidade de Belo Horizonte.
Além disso, nos votos válidos, considera também o nível de probabilidade de os eleitores saírem de casa para votar, ou seja, o nível de engajamento dos eleitores de cada candidato – é o modelo likely voter, que considera eleitores com maior propensão a votar.
“Na Quaest nós combinamos dados oficiais do TSE, que retratam o padrão e o histórico de comparecimento nas últimas eleições, com perguntas para identificar a motivação, o interesse e o grau de participação de cada eleitor em eleições anteriores. Reunindo esses dois dados é que a gente cria o modelo, quase um algoritmo, no qual a gente atribui para cada indivíduo na amostra, um peso, uma probabilidade, uma chance de ir votar no domingo”, explicou Felipe Nunes, diretor da Quaest. “É dessa forma que a gente pretende tornar a pesquisa ainda mais precisa e informativa, para o eleitor que vai votar”.

G1 Explica: como são feitas as pesquisas eleitorais









