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July 17, 2026
Clima

Alemanha planeja cortar mais de 30 bilhões de euros de seu fundo climático – ClimaInfo

  • Julho 17, 2026
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Alemanha planeja cortar mais de 30 bilhões de euros de seu fundo climático – ClimaInfo
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Governo havia destinado 100 bilhões de euros à principal ferramenta do comando alemão para reduzir drasticamente as emissões de carbono.

16 de julho de 2026

alemanha fundo climático
fdecomite / Wikimedia Commons

Resumo

  • Alemanha corta mais de € 30 bilhões do fundo climático: o governo alemão vai reduzir em € 19,7 bilhões as despesas do fundo e transferir outros € 13,2 bilhões para o orçamento federal até 2030. Subsídios para bombas de calor e incentivos para veículos elétricos estão entre os programas que receberão menos recursos.
  • Dinheiro do clima vai bancar energia barata para indústrias: parte dos recursos cortados financiará um pacote de € 13,3 bilhões para aliviar custos de energia de empresas e consumidores em 2027, pressão agravada pela guerra no Oriente Médio.
  • Compromissos internacionais também em risco: a Alemanha deve ficar aquém de sua meta de € 6 bilhões anuais em financiamento climático para países em desenvolvimento, caindo para entre € 4,7 bi e € 5,3 bi em 2027. O recuo é tendência plurianual.
  • A Alemanha planeja cortar mais de € 30 bilhões (R$ 175,6 bilhões) de seu fundo para o clima e a transformação até 2030 e transferir parte desses recursos para o orçamento federal. Segundo um plano financeiro aprovado na 4ª feira (15/7), o governo reduzirá as despesas do fundo em € 19,7 bilhões (R$ 115,3 bilhões) e transferirá mais € 13,2 bilhões (R$ 77,3 bilhões) para o orçamento federal nos próximos quatro anos.

    O governo de coligação liderado pelo chanceler Friedrich Merz e pelo ministro das Finanças, Lars Klingbeil, havia anteriormente destinado € 100 bilhões ao fundo – a principal ferramenta do governo alemão para reduzir drasticamente as emissões de carbono do país. Agora, alguns programas apoiados pela iniciativa, como subsídios para bombas de calor e incentivos para promover a mobilidade elétrica, receberão menos recursos, como parte do esforço para diminuir a despesa pública, informa a Bloomberg.

    Segundo a Reuters, parte dos recursos retirados do fundo climático vão bancar um pacote de alívio nos custos de energia para empresas e consumidores, no valor de € 13,3 bilhões (R$ 77,9 bilhões), em 2027. Isso inclui um subsídio para as tarifas da rede elétrica, bem como um alívio para indústrias com alto consumo de energia por meio de preços de eletricidade industrial e medidas que ajudem a compensar os custos relacionados à precificação do carbono.

    Os custos de energia na Alemanha dispararam desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, no fim de fevereiro, pressionando ainda mais as indústrias de alto consumo energético e o setor manufatureiro em geral. Mas as empresas alemãs, incluindo montadoras de automóveis e siderúrgicas, já reclamavam antes da guerra que os altos preços da energia as colocavam em desvantagem competitiva.

    E a tesourada do governo alemão em recursos para o clima não se restringe aos planos internos. Uma análise do Devex mostrou que a Alemanha não deve cumprir seu principal compromisso internacional de fornecer € 6 bilhões (R$ 35,1 bilhões) anualmente em financiamento climático para países em desenvolvimento.

    Especialistas em orçamento alemão estimam que as verbas e equivalentes em subsídios para financiamento climático cairão em 2027 para algo entre € 4,7 bilhões e € 5,3 bilhões (R$ 27,5 bilhões e R$ 31 bilhões) – o mesmo valor previsto para 2026. A diferença projetada reflete um déficit semelhante esperado para este ano, tornando o recuo de Berlim em relação às metas de financiamento climático uma tendência plurianual.

    • Em tempo: O maior fundo climático estatal do mundo está liberando bilhões de dólares em capacidade de empréstimo e reduzindo drasticamente a quantidade de capital que pretende manter no futuro, destaca a Bloomberg. A decisão do conselho do Fundo Verde para o Clima (GCF, sigla em Inglês), criado pela ONU, liberará US$ 4,3 bilhões (R$ 22 bilhões) para projetos climáticos este ano e no próximo, disse Mafalda Duarte, diretora-executiva da instituição, elevando o total que o fundo pode desembolsar no período para US$ 5,65 bilhões (R$ 29 bilhões). A medida surge em um momento em que o GCF, sediado na Coreia do Sul, analisa pedidos de financiamento no valor de US$ 11 bilhões (R$ 56,3 bilhões) de países que lutam contra o aumento das emissões e eventos climáticos extremos.

      O GCF tem sofrido pressão para encontrar maneiras de ampliar sua capacidade depois que o Reino Unido reduziu sua contribuição em cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões) até 2027, em maio. Essa decisão seguiu-se à dos Estados Unidos, que no ano passado cortaram US$ 4 bilhões (R$ 20,5 bilhões) em financiamento.

    • adaptação climática
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