Vítima de feminicídio tinha medida protetiva contra ex-marido | G1
Segundo informações passadas pelo comandante do 1º Batalhão da PM, coronel Gustavo Bolentini, à TV Anhanguera, o suspeito entrou no imóvel pulando o muro e atacou a vítima rapidamente.
“A informação inicial que nós temos é que ele saltou o muro da casa dela. Ela foi surpreendida de uma forma muito rápida. Quem acionou a Polícia Militar foram os vizinhos que perceberam a movimentação”, afirmou.
A polícia chegou logo após o crime e fez o cerco na área de mata localizada na própria quadra, com apoio de equipes do Batalhão de Choque (BPChoque), do Grupamento de Operações com Cães (GOC) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Conforme o coronel, um cão farejador localizou o suspeito cerca de três a quatro horas após o início das buscas.
“Quando o cão chegou primeiro, ele efetuou alguns disparos, inicialmente contra o cão e depois contra as equipes. Os policiais revidaram, ele foi atingido, o socorro foi acionado, mas ele morreu no local.”
De acordo com a PM, Lelito estava armado com uma pistola. Após a ocorrência, os policiais envolvidos se apresentaram espontaneamente à Polícia Civil, e as armas utilizadas na ação passarão por perícia, conforme determina o protocolo.
Morgana Vieira Monteiro foi vítima de feminicídio, em Palmas (TO) — Foto: Divulgação/Coren-TO
Durante a entrevista, o comandante confirmou que Morgana possuía uma medida protetiva contra o ex-marido, mas não conseguiu pedir ajuda no momento do ataque.
Segundo ele, a recomendação para mulheres vítimas de violência é procurar ajuda desde os primeiros episódios de agressão ou ameaça.
“Há uma escalada da violência contra a mulher. Ela começa com xingamentos, ameaças, quebra de objetos e vai evoluindo. A orientação é denunciar desde a primeira agressão e buscar a medida protetiva.”
O comandante destacou que a Polícia Militar mantém uma equipe especializada para acompanhar mulheres protegidas por medidas judiciais.
“Nós mantemos 24 horas por dia a Equipe Maria da Penha, que faz o acompanhamento dessas mulheres que têm medida protetiva. Infelizmente, nesse caso, ela não teve tempo hábil para chamar a polícia.”
Após o crime, o suspeito fugiu para uma área de mata na quadra 1503 Sul — Foto: Reprodução/Redes sociais
Quem era a vítima
Morgana Vieira Monteiro era servidora da Prefeitura de Porto Nacional e trabalhava como enfermeira na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Ela deixa duas filhas.
Em nota, a Prefeitura de Porto Nacional lamentou a morte e afirmou que a profissional deixa “um legado de dedicação, competência, humanidade e compromisso com a saúde da população”.
O Conselho Regional de Enfermagem do Tocantins (Coren-TO) também manifestou pesar pela morte da enfermeira e reforçou o repúdio a todas as formas de violência contra a mulher.
O velório da Morgana será às 10h, na Feira Municipal Moacir Sotero, em Tocantínia
Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.









