VÍDEO: Caminhão que caiu da ponte entre o TO e o MA é retirado do fundo do rio
Um dos caminhões que estava no fundo do Rio Tocantins desde o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, em dezembro de 2024, foi retirado da água nesta quinta-feira (4). O trabalho complexo precisou do apoio de mergulhadores, balões de flutuação e guinchos.
“A ação apresentou maior grau de dificuldade, uma vez que o cavalo [o caminhão] estava parcialmente soterrado, o que demandou a realização de trabalhos de dragagem para possibilitar sua liberação”, informou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Momento em que caminhão foi retirado do fundo do rio Tocantins — Foto: Elias Junior/Arquivo Pessoal
O departamento informou que contou com o apoio de oito mergulhadores e foram necessários balões de reflutuação com capacidade aproximada de cinco toneladas.
Ainda estão na água três caminhões e outros dois veículos menores. A retirada de todos vai levar pelo menos três meses, segundo o DNIT.
“A operação segue com a utilização de balões de reflutuação com capacidade aproximada de cinco toneladas cada, além de guinchos de 90 toneladas acionados por escavadeiras, para possibilitar a retirada dos próximos veículos”, informou o órgão, em nota.
Veículo no fundo do Rio Tocantins — Foto: Divulgação/Atlas Soluções Subaquáticas
Relembre o desabamento da ponte
O vão da ponte desabou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro do ano passado. Na época, foi apurado pelas forças de segurança que duas caminhonetes, um carro, três motos e quatro caminhões passavam pelo local. Três desses caminhões carregavam ácido sulfúrico e galões com agrotóxicos, que ainda estão no fundo do rio com os veículos.
Um laudo da Polícia Federal, que analisou as circunstâncias do colapso da ponte, apontou que havia 1,3 mil galões no fundo do rio. Até a conclusão do documento, em maio de 2025, somente 29 haviam sido retirados. A previsão para retirada de todo o material seria neste mês de setembro.
No início de agosto, o DNIT informou que até o dia 30 de julho a Marinha do Brasil conduziu a validação dos protocolos de segurança para analisar as condições do local para a retomada dos trabalhos.
As ações para início da retirada dos veículos e posterior remoção dos galões dependeu de um mapeamento da área e um estudo técnico, conforme detalhou o departamento.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que também atua para garantir que o meio ambiente não seja prejudicado pelos materiais que estão na água, informou que está sendo ‘elaborado um relatório sobre o assunto após a visita de equipe ao local para vistorias’.
Ponte sobre o Rio Tocantins, entre Tocantins e o Maranhão, desabou em dezembro de 2024 — Foto: Ademir dos Anjos/Governo do Tocantins









