Veja quem são os mortos durante troca de tiros com a PM em fábrica clandestina de cigarros
Segundo a SSP, os corpos levados para o Núcleo de Medicina Legal de Natividade. Ambos estavam na unidade na tarde desta segunda-feira (28), onde vão passar por exames de necropsia.
Caixas de cigarro encontradas em estrutura de galpão — Foto: Divulgação
A fábrica clandestina foi encontrada pela PM do Tocantins depois de troca de informações com as polícias de Pernambuco e Bahia. O galpão escondido em uma fazenda continha maquinários e insumos suficientes para produzir até 1 milhão de cigarros por dia.
A pessoa presa em flagrante na operação confessou em depoimento que outras pessoas eram trazidas do Paraguai para trabalhar na fábrica.
Estrutura e crimes
O espaço para produção de cigarros possuía alojamentos com capacidade para 18 pessoas. O comandante da PM, Coronel Márcio Antônio Barbosa, explicou que os trabalhadores eram impedidos de sair do local até que finalizassem a produção, o que caracteriza situação análoga à escravidão.
Apesar disto, no momento da operação não foram encontrados trabalhadores no local.
Conforme a investigação, por ter sido construída em um a fazenda, era simulado que a propriedade rural era usada para criação de animais.
Galpão encontrado na zona rural de Dianópolis — Foto: Divulgação
Foram apreendidos caminhões, 25 toneladas de tabaco in natura, 12 bobinas de papel de uma tonelada cada, 815 caixas de cigarros prontos, totalizando 12,3 toneladas, 126 caixas de filtros de cigarros, equivalente a 2,5 toneladas, além dos maquinários.
A Polícia Federal também participou da operação e segundo o delegado João Marcos Monteiro, a fábrica tinha isolamento térmico e acústico.
Seis marcas de cigarros do Paraguai eram produzidas sem autorização para comercialização no Brasil. Com estrutura profissional, a polícia identificou que os criminosos usavam embalagens para simular que o cigarro tinha origem paraguaia.
“Ao invés da produção desses produtos ser realizada no Paraguai, eles trouxeram a indústria que seria sediada lá, aqui para o Tocantins, afim de que aqui fossem produzidos esses produtos, com aparência como se tivesse sido produzida no exterior”, disse o delegado da PF.
Fábrica clandestina de cigarro em Dianópolis — Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera
A Polícia Federal também vai investigar se uma das máquinas usadas na fábrica é a mesma que foi furtada no Rio de Janeiro, em março deste ano.
Quanto à suspeita de trabalho análogo à escravidão, a PF informou que como não havia trabalhadores no local, possivelmente eles compareciam na indústria de forma sazonal.
A TV Anhanguera conseguiu entrar no alojamento e registrou que havia roupas espalhadas pelo chão, malas, cabos e sacos, além de camas, objetos de higiene pessoal, utensílios de cozinha e pacotes de erva mate comercializados no Paraguai.
Apesar dos indícios, a prisão em flagrante do suposto gerente não teve esse crime como alvo, pois não havia pessoas trabalhando na fábrica clandestina, disse o delegado federal. “Essa será uma nova circunstância que será apurada no inquérito policial, mas de fato visualizando o local em que os indivíduos eles ficavam alojados, isso pode até mesmo vir a configurar uma situação análoga à escravidão”.
Nas proximidades ainda havia uma casa, que segundo a polícia estaria servindo de apoio às pessoas que atuavam na fábrica. No local havia animais de estimação e ração espalhada pelo chão.

Veja como era por dentro da fabrica clandestina de cigarros em Dianópolis









