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September 22, 2026
Estado Tocantins

Veja dez pontos para entender investigação sobre Porsche de R$ 372 mil | G1

  • Setembro 22, 2026
  • 4 min read
Veja dez pontos para entender investigação sobre Porsche de R$ 372 mil | G1

Veja dez pontos sobre a investigação e desaparecimento do veículo de luxo:

1. Por quê a Porshe foi apreendida?

2. O veículo foi apreendido e deixado aonde?

Conforme documento da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Palmas, diferentemente de bens que ficam retidos em pátios da corporação, o veículo havia sido deixado sob a responsabilidade de uma fiel depositária, que tinha a obrigação legal de guardar o patrimônio e não poderia negociá-lo.

Veículo é avaliado em R$ 372 mil — Foto: PF/Divulgação

3. Em que momento perceberam o sumiço?

A Justiça Federal determinou que o carro fosse leiloado. No entanto, quando os trâmites para o leilão foram abertos, constatou-se que o automóvel havia desaparecido.

4. Como desapareceu?

Segundo a 4ª Vara Federal Criminal de Palmas, o veículo passou por um esquema estruturado para fugir da fiscalização. Entre os citados na investigação estão Ramon Aguiar dos Santos, Maria de Fátima Silva Aguiar, Adilson Soares da Silva e Santiago de Sousa Carmos.

Segundo a investigação, o veículo passou por diversas mãos:

  • Apreensão: O veículo foi apreendido em 2022 durante investigação por fraudes no auxílio emergencial. Na época, estava na posse de Ramon Aguiar;
  • Fiel depositária: Após a apreensão, o veículo ficou sob a guarda de Maria de Fátima Silva Aguiar, que seria mãe de Ramon, segundo apurado pela TV Anhanguera. Ela não foi alvo de buscas nesta fase da investigação.
  • Pagamento de dívidas: Ramon repassou o veículo para Adilson Soares da Silva para abater uma dívida pessoal.
  • Falsa entrega à Justiça: Ramon disse ter sido vítima de um golpe praticado por Adilson e afirmou que um terceiro iria buscar o veículo em Atibaia (SP) com a promessa de entregá-lo à Justiça.
  • Compra com documento falso: Segundo a decisão, o veículo foi revendido por Adilson a Santiago de Sousa Carmo, que teria usado documentos falsos. Depois, o Porsche voltou a ser revendida para um terceiro.

Ainda segundo a decisão, há indícios de que Santiago e Adilson são sócios em uma empresa de venda de veículos. O g1 pediu um posicionamento à defesa de Ramon, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa dos demais citados não foi localizada.

5. Quais medidas foram determinadas pela Justiça?

Além de autorizar os mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou que o bloqueio de até R$ 372 mil das contas de três investigados. Durante operação realizada no dia 17 de setembro, foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos que armazenam dados digitais.

6. O bloqueio de R$ 372 mil das contas tem qual função?

A medida foi tomada decorrente ao risco de ocultação, destruição ou adulteração de provas, bem como da possibilidade de dissipação de bens e valores inviabilizando a efetividade da decisão judicial.

7. Em quais cidades os mandados foram cumpridos?

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal de Palmas. A determinação foi cumprida nesta quinta-feira (17), nos municípios de Goiânia/GO, Senador Canedo/GO e Atibaia/SP.

Veículo foi apreendido pela Polícia Federal — Foto: PF/Divulgação

8. Os suspeitos foram presos?

A decisão da Justiça informa que, embora existam indícios relacionados à possível ocultação do carro e ao uso de diferentes registros de identificação por um dos investigados, o juiz considerou que não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva.

9. Quais crimes são investigados?

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de fraude processual e lavagem de dinheiro.

10. O que é a Operação Scelerum Fructus?

Durante a operação Scelerum Fructus a Polícia Federal investigou o esquema criminoso envolvendo fraude de auxilio emergencial. A quadrilha teria arrecadado mais de R$ 1,2 milhão em golpes, o que resultou na prisão dos suspeitos por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Com o dinheiro obtido ilicitamente, o grupo comprou imóveis e veículos de luxo, incluindo o Porsche Macan S, ano 2017.

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