Suspeito de matar mulher respondia processos por violência doméstica:
Durante audiência de custódia, realizada nesta terça-feira (28), o próprio suspeito confirmou que o processo iniciado em São Paulo também era contra Madalena. Na época ele chegou a ter a prisão decretada, mas o pedido foi revogado.
A relação conturbada continuou até 5 de outubro, quando Felipe voltou a ser preso por violência doméstica após arremessar um celular contra a companheira. “Essa agressividade veio, de fato, se reiterando e acabou culminando na morte”, disse o promotor Felício Lima Soares.
“Como já visto o acusado apresenta extrema agressividade. Tendo inclusive desferido aproximadamente três facadas letais em sua amásia e diante da gravidade desses fatos e da reiteração delitiva. Nós acreditamos que nenhuma outra medida cautelar diversa da prisão será suficiente para impedir que o custodiado reitere nesta conduta e somente a prisão será suficiente para conter o ímpeto agressivo e animalesco do custodiado”, disse o representante do MPE.
O g1 pediu posicionamento para a Defensoria Pública, que representa o suspeito, e aguarda resposta.
Saiu da cadeia dois dias antes
Audiência de custódia em que Felipe de Jesus teve prisão preventiva decretada — Foto: Reprodução
O Ministério Público Estadual informou que Felipe foi preso no dia 5 de outubro em contexto de violência doméstica e permaneceu na cadeia até o dia 24 de novembro, quando houve uma audiência de instrução e foi expedido alvará de soltura.
Diante da declaração, a promotoria não encontrou motivos para defender a manutenção da prisão preventiva de Felipe e em decorrência da vontade de Madalena, se manifestou pela soltura do suposto agressor.
Em nota, a Defensoria Pública, que atuou na defesa do suspeito, afirmou que tanto a acusação como a defesa concordaram com o pedido de soltura e aplicação de outras medidas alternativas à prisão.
O Tribunal de Justiça não se manifestou sobre a decisão de soltura.
O crime
Madalena foi morta no Jardim Aureny III, no fim da tarde de segunda-feira (27). Felipe permaneceu no local e foi preso pela Polícia Militar. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele confessou o crime tanto para os militares como durante interrogatório na delegacia.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) compareceu ao local, tentou reanimar Madalena, mas sem sucesso. A perícia foi realizada e depois o corpo foi levado pelo Instituto Médico Legal.









