Suspeito de estupros em Palmas foi servidor municipal em 2025 | G1
No Portal da Transparência, o suspeito aparece na folha de pagamento do município a partir de fevereiro de 2025, em um cargo temporário de assistente geral. Conforme o portal, ele estava lotado na divisão de manutenção.
Em setembro de 2025, o contrato de trabalho do servidor com a prefeitura foi rescindido. Nesse mesmo mês, Josafá foi preso pela Polícia Militar por suspeita de estuprar uma vítima no mesmo local do crime contra a diarista.
A Prefeitura de Palmas informou que, na época, não havia um protocolo extenso de exigências de certidões negativas de antecedentes, que foi implementado posteriormente. O município também disse que “não pactua com condutas ilícitas e, ao saber das acusações que pesavam sobre o referido cidadão, procedeu imediatamente com a rescisão contratual” (veja nota completa abaixo).
O processo do caso de estupro contra a diarista está em sigilo. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Josafá Batista.
Preso por suspeita de estupro
Josafá Batista dos Santos já foi preso outras vezes por estupro em Palmas — Foto: Divulgação/SSP
Conforme apurado pela TV Anhanguera, em setembro de 2025, após ser preso por suspeita de um novo estupro, Josafá foi solto em menos de 24 horas. Em novembro do mesmo ano, ele acabou sendo detido novamente por meio de uma ordem judicial, desta vez no Maranhão.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) que o inquérito policial foi devidamente instruído e concluído, tendo a Polícia Civil realizado as diligências necessárias e adotado, no âmbito de suas atribuições, as medidas investigativas e cautelares cabíveis (veja íntegra da nota abaixo).
Josafá voltou a ser preso no dia 1º de setembro de 2026, suspeito de estuprar e esfaquear uma diarista de 52 anos na região do tórax e pescoço. O caso aconteceu em uma região de mata entre as quadras 601 e 603 Sul, atrás da estação de ônibus Xambioá. Ele havia sido solto há cerca de três meses.
Caminho onde mulher foi esfaqueada após tentativa de estupro no centro de Palmas — Foto: Jéssica Silva/Arquivo pessoal
Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) informa que não pactua com condutas ilícitas e, ao saber das acusações que pesavam sobre o referido cidadão, procedeu imediatamente com a recisão contratual.
A Sedes destaca que na época da contratação, o município não havia ainda um protocolo extenso da exigência de certidões negativas de antecedentes criminais, e, o fato motivou a imposição dos documentos, medida instituída pela atual gestão por meio da Instrução Normativa N° 001/GAB/SECAD, de 26 de junho de 2025.
Íntegra da nota da Secretaria de Segurança Pública
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informa que a Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar um estupro ocorrido em setembro de 2025, em Palmas, envolvendo o mesmo homem investigado pelo crime ocorrido no último dia 31 de agosto.
A ocorrência chegou ao conhecimento da Polícia Civil no dia 3 de setembro de 2025 e, imediatamente, foram iniciadas as diligências necessárias à apuração dos fatos. A investigação foi concluída no dia 25 do mesmo mês, 22 dias depois, com o indiciamento do investigado e a representação pela decretação de sua prisão cautelar.
O pedido de prisão foi posteriormente deferido pelo Poder Judiciário e, após a expedição da ordem judicial e a localização do investigado, o mandado foi cumprido pela Polícia Civil no dia 29 de outubro de 2025.
A SSP/TO esclarece que o inquérito policial foi devidamente instruído e concluído, tendo a Polícia Civil realizado as diligências necessárias e adotado, no âmbito de suas atribuições, as medidas investigativas e cautelares cabíveis, conforme a legislação e os elementos reunidos durante a investigação.
Quanto às decisões posteriores relacionadas à manutenção ou revogação da prisão do investigado, a SSP/TO esclarece que se tratam de matérias submetidas à apreciação do Poder Judiciário. A Polícia Civil não tece juízo de valor sobre decisões judiciais, em respeito à independência entre as instituições e aos limites de suas respectivas competências.







