Promotoria e defesa serão intimadas para alegações finais em processo contra suspeitos de planejar emboscada para matar mulher
Ao fim dos interrogatórios, o Tribunal de Justiça informou que o Ministério Público pediu vistas do processo para apresentar memoriais, o que foi deferido pelo juiz Carlos Roberto de Sousa Dutra, que conduziu a audiência.
Uma ata será publicada nesta sexta-feira (9) e a partir deste dia, promotoria e defesa serão intimadas para as alegações finais. O prazo será de cinco dias.
Após essa etapa, o magistrado vai proferir a decisão de pronúncia ou impronúncia, ou seja, se os acusados vão ou não a júri popular.
O advogado, Daniel Bispo, que faz a defesa de Francisca e Lara, informou após a audiência que não iria se manifestar nesse momento.
A Defensoria Pública foi indicada automaticamente para a defesa de Welerson, já que não apresentou advogado para o processo. O órgão informou que “atua de forma a garantir aos seus assistidos um julgamento com amplo direito à defesa”.
Anazilda foi morta com golpes de capacete na cabeça — Foto: Arquivo Pessoal
Relembre o caso
O assassinato aconteceu em outubro de 2023. Na época testemunhas contaram à Polícia Militar que um homem chegou fazendo ameaças e exigindo a bolsa de Anazilda. Ela não teria atendido imediatamente e em seguida, o criminoso passou a agredi-la na cabeça.
No momento em que foi abordada pelo agressor Anazilda estava conversando com a tia ao telefone, segundo o primo da vítima Edmilson Lopes dos Santos. Ele disse também que a prima já teria brigado com uma das suspeitas presa como supostas mandante do crime.
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o suspeito bateu a cabeça da mulher na quina de um poste diversas vezes, situação que causou traumas e perda de massa encefálica. Anazilda ficou internada no Hospital Regional de Araguaína, por dias. A morte encefálica foi confirmada no dia 12 de outubro do ano passado.
Conforme a denúncia, Welerson gosta muito da menina e por isso aceitou cometer o homicídio. Na realidade, Francisca teria ciúmes de Anazilda que estava em um relacionamento amoroso com o ex-companheiro da mandante.
Francisca, que é denunciada por ser a mandante do crime, está em prisão domiciliar por ser cadeirante. Já Lara Eduarda e Welerson da Silva seguem presos.
Suspeito do crime foi localizado e preso pela polícia — Foto: PC/Divulgação









