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July 5, 2026
Estado Tocantins

PM é condenado a 35 anos por homicídios de jovens em Gurupi | G1

  • Março 3, 2026
  • 2 min read
PM é condenado a 35 anos por homicídios de jovens em Gurupi | G1

Policial militar é condenado a 35 anos de prisão por homicídios no interior do Tocantins

Além da pena em regime fechado, Justiça fixou indenização de R$ 100 mil para as família das vítimas. Réu cumpre condenação de 16 anos por outro homicídio.


  • Policial militar “Lobão” é condenado a mais de 35 anos de prisão por assassinar dois jovens em Gurupi, Tocantins.

  • Os crimes tiveram características de extermínio e “limpeza social”, com uma das mortes sendo “queima de arquivo”.

  • O PM já cumpre pena de 16 anos por outro homicídio. Ele deverá pagar R$ 100 mil de indenização para as famílias das vítimas.

Policial Militar é condenado por assassinatos em Gurupi

Policial Militar é condenado por assassinatos em Gurupi

O Tribunal do Júri de Gurupi condenou o policial militar Edson Vieira Fernandes, conhecido como “Lobão”, a mais de 35 anos de prisão em regime fechado pelos assassinatos de dois jovens na cidade. A decisão acolheu integralmente a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que apontou crueldade e impossibilidade de defesa das vítimas.

As vítimas são Wesley Oliveira da Luz e Geovane Miguel da Silva. Investigações apontaram que os crimes tiveram características de extermínio, com o objetivo de eliminar pessoas que o acusado considerava “indesejáveis” para a sociedade.

A Polícia Militar do Tocantins foi questionada sobre as condenações do policial, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Edson Vieira.

Esdon Vieira Fernandes foi condenado por três homicídios — Foto: Reprodução

Os homicídios ocorreram em dezembro de 2017, na Vila São José. Segundo as investigações, Edson matou em circunstâncias que indicam práticas de extermínio. O MPTO comprovou que o policial agiu motivado por uma suposta “limpeza social”.

No caso de Wesley, o policial foi condenado a 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão. A morte de Geovane, ocorrida logo após o primeiro assassinato, foi tratada como “queima de arquivo”, pois o segundo crime teria sido cometido para garantir a impunidade do primeiro. Por esse homicídio, a pena foi fixada em 19 anos.

A Justiça também determinou o pagamento de R$ 100 mil de indenização aos herdeiros de cada vítima.

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