PC: produtor de abacaxi teve morte encomendada por fazendeiro rival | G1
O crime ocorreu no dia 7 de setembro de 2024, em uma pizzaria no centro de Miranorte, na região central do estado. Na ocasião, dois homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos contra o produtor rural, que morreu no local. A ação foi registrada por câmeras de segurança.
Quatro pessoas foram presas nesta terça-feira: o suposto mandante e três suspeitos de serem intermediários. Durante a operação, dois homens apontados pela polícia como pistoleiros foram localizados em Maceió (AL) e morreram em confronto com a polícia.
O suposto mandante do crime é Roberto Coelho de Sousa. Ele foi abordado pela TV Anhanguera após a prisão, em Miranorte (TO), mas não quis gravar entrevista. A defesa dele afirmou que “não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão” (veja nota completa abaixo).
“A investigação ainda está evoluindo. Agora com as prisões temporárias pelo prazo de 30 dias, vai ser aprofundada a motivação, mas o que já foi levantado é que eram empresários rivais no âmbito da produção e venda de abacaxis, eram inimigos declarados e tinham problemas pessoais entre ambos”, explicou o delegado Afonso Lira.
Fazendeiro foi morto a tiros por rival no Tocantins — Foto: Arquivo pessoal/Família de José Geraldo
Motivação e prisões
De acordo com a polícia, além da rivalidade comercial, o mandante possuía problemas pessoais com José Geraldo, o que o levou a planejar o homicídio. Quem são os alvos:
- Mandante: Preso em Miranorte.
- Intermediários: Três homens responsáveis por contratar os pistoleiros; dois foram capturados em Miranorte e um no Rio de Janeiro.
- Executores: Dois pistoleiros foram localizados em Maceió (AL). Durante a tentativa de prisão, eles reagiram, entraram em confronto com as equipes policiais e acabaram morrendo. Nenhum policial ficou ferido.
Durante a operação também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.
Momento em que criminosos invadiram pizzaria e mataram empresário — Foto: PCTO/Divulgação
O delegado Heliomar dos Santos Silva, responsável pela investigação, revelou que o crime foi meticulosamente planejado. O monitoramento bancário indicou que o pagamento pela morte do empresário foi realizado de forma fracionada, por meio de diversos depósitos nas contas dos executores.
A identificação de um dos atiradores foi possível graças ao trabalho de papiloscopia, que obteve fragmentos de digitais de um dos executores, e ao apoio dos setores de inteligência da Polícia Civil de Alagoas e do Rio de Janeiro, além da Polícia Rodoviária Federal.
As investigações prosseguem para esclarecer se houve a participação de outros envolvidos na dinâmica do crime.
Íntegra da nota de Roberto Colheo de Sousa
A defesa de Roberto Coelho de Sousa, por meio de seus advogados regularmente constituídos, vem a público prestar esclarecimentos acerca da reportagem recentemente divulgada sobre a prisão de seu constituinte.
Inicialmente, cumpre destacar que, até o presente momento, a defesa não teve acesso integral aos autos do procedimento, circunstância que impede a análise detalhada dos fatos e dos elementos que teriam fundamentado a medida de prisão.
Ressalta-se que o acesso aos autos é prerrogativa fundamental da advocacia, sendo indispensável para o pleno exercício do direito de defesa e para a garantia do devido processo legal.
Diante disso, a defesa informa que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para obter imediato acesso aos autos e, a partir da análise técnica do procedimento.
Por fim, reitera-se que todo investigado ou acusado possui o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório, razão pela qual qualquer conclusão antecipada deve ser evitada até que os fatos sejam devidamente esclarecidos no âmbito do processo.









