PC: ex-nora encomendou morte dos sogros para fazer o ex sentir dor | G1
Dorvalino e Francilene foram assassinados no dia 17 de junho de 2025, no assentamento Pericatu, zona rural de Pium. Eles foram encontrados com marcas de tiros na cabeça, dentro da casa onde moravam.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), crime foi premeditado, minuciosamente planejado, com divisão de funções entre os envolvidos, reconhecimento prévio do local e tentativa de ocultação por meio da criação de álibi, além de ter sido motivado por vingança. Seis pessoas foram indiciadas.
Inconformada com o término do relacionamento, ela passou a ameaçar o ex-marido e familiares. Conforme a polícia, a mulher criou perfis falsos nas redes sociais para dificultar sua identificação e fazer parecer que as ameaças eram feitas por pessoas que não existiam.
Nas ameaças, a mulher afirmou que iria “fazer ele sentir a mesma dor” e que mataria “seu bem mais precioso”, fazendo referência aos pais da vítima.
Casal de pastores foi assassinado em Pium, no Tocantins — Foto: Reprodução/Youtube/Dorvalino e Francilene
Crime planejado
Também foi responsável por providenciar a arma de fogo, organizar a logística da execução e realizar pagamentos aos envolvidos, por meio de transferências bancárias identificadas durante a investigação.
O executor, identificado pela polícia apenas pelas iniciais R.B.B.F., é o atual companheiro da mandante. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
A investigação apontou que, no dia do crime, a mulher se deslocou para outro estado para criar um álibi, enquanto R.B.B.F. foi transportado até as proximidades da casa das vítimas. Ao chegar, desceu da motocicleta, entrou na casa e fez três disparos. Depois, retornou ao ponto de apoio e fugiu do local.
Outro indiciado é M.B.S., que atuou diretamente no suporte à execução, sendo responsável pelo transporte do executor. Ele também intermediou o contato para compra da arma de fogo e recebeu dinheiro antes e depois da execução. Em depoimento, confirmou ter ouvido os disparos no momento do crime. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele.
A mandante do crime, o executor e o homem que pilotou a motocicleta foram presos preventivamente e seguem detidos. Eles responderão por homicídio qualificado.
Outros três foram indiciados
Também foram indiciados outros três homens: G.R.S.; C.C.R. e D.B.F., que são apontados como responsáveis pela negociação e fornecimento da arma de fogo, contribuindo de forma direta para a concretização do crime. Os três devem responder por comércio ilegal de arma de fogo, em liberdade.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.









