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April 19, 2026
Estado Tocantins

Operação que investiga venda de certificados falsos para motoristas cumpre mandado em Araguaína

  • Fevereiro 14, 2025
  • 3 min read
Operação que investiga venda de certificados falsos para motoristas cumpre mandado em Araguaína

O nome da empresa não foi divulgado e por isso o g1 não conseguiu o contato.

A ação foi cumprida nesta terça-feira (11) durante a segunda fase da Operação Donatio. Segundo a investigação, o grupo vendia certificados falsos para atestar a capacitação de condutores para o transporte de pessoas e produtos perigosos.

A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e pela Polícia Científica.

O mandado de busca foi autorizado pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Palmas, que autorizou apreensão de celulares, computadores e documentos. A medida é para a coleta de provas relacionadas às atividades ilícitas investigadas.

Gaeco cumpre mandado de busca e apreensão em empresa de transporte em Araguaína

Gaeco cumpre mandado de busca e apreensão em empresa de transporte em Araguaína

1ª fase Operação Donatio

Quase R$ 8 mil foram apreendidos com suspeitos durante operação em 2021 — Foto: Divulgação/Gaeco

Durante a ação também foram apreendidos documentos, celulares, duas armas de fogo e R$ 7.750. Na época, a operação contou com o apoio do Gaeco do MP de Goiás, da Polícia Civil do Tocantins e do Núcleo de Inteligência do Detran.

Os mandados foram cumpridos na época em Palmas, Araguaína, Dianópolis, Almas, Gurupi, Tocantinópolis e em cidades de Goiás,

De acordo com o Gaeco, a organização criminosa tinha objetivo de “capacitar condutores de transporte de pessoas e de produtos perigosos”. As investigações apontaram que os suspeitos agiam de forma articulada para falsificar e vender certificados de cursos de formação.

A operação Donatio leva esse nome, porque assim era mencionada a Donatio Constantini – o documento fraudado mais famoso da idade medieval. Este documento é um escrito que o imperador Constantino I teria doado ao Papa Silvestre I terras e prédios dentro e fora da Itália, durante o quarto consulado do monarca.

Nos debates medievais, a Donatio era mencionada, sendo rejeitada muitas vezes é classificada como falsa. No século XIX, ninguém mais levava a sério o referido escrito.

Como funcionava à venda de certificados falsos

De acordo com as investigações, o grupo localizava condutores que precisavam dos certificados. Esses motoristas tinham os nomes inseridos nas turmas de formação de um instituto autorizado pelo Detran, desde 2016, a ministrar cursos especializados para condutores.

Os motoristas eram aprovados mesmo sem participar das aulas e depois recebiam os certificados.

Entre os investigados estão responsáveis pela captação de clientes para o esquema, donos do instituto, instrutores, além de uma secretária que seria responsável por entregar os certificados.

Na primeira fase da operação o g1 entrou contato com o instituto, mas não houve retorno. Após as compras dos documentos falsos, os condutores eram liberados para fazer serviços de condutores profissionais, como em táxis, mototáxis e caminhão tanque, mesmo sem passar por nenhum tipo de especialização.

A organização criminosa também induzia o Departamento de Trânsito do Tocantins (Detran) a erro no momento de registrar os cursos nas carteiras de habilitação.

Documentos foram apreendidos durante buscas — Foto: Divulgação/Gaeco

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