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April 20, 2026
Estado Tocantins

O que se sabe sobre o arsenal apreendido durante operação contra comércio ilegal de armas

  • Abril 4, 2024
  • 4 min read
O que se sabe sobre o arsenal apreendido durante operação contra comércio ilegal de armas

Veja o que se sabe sobre a operação até o momento:

Início das investigações

As investigações começaram em outubro de 2023, após um dos investigados registrar boletim de ocorrência pela internet sobre o furto de duas armas e munições. A Polícia Civil descobriu que não houve roubo e que a pessoa registrou o caso de forma falsa. Na realidade, as armas teriam sido vendidas no comércio ilegal.

Depois desse episódio, as equipes policiais conseguiram identificar mais registros de armas furtadas, que na verdade entraram no esquema de venda ilegal. O mesmo investigado também teria registrado outro boletim em 2022 por causa de uma arma roubada.

Ao investigar o celular do suspeito, a polícia descobriu que a arma roubada teria sido negociada por R$ 4 mil. Também foram identificados outros investigados que teriam feito negociações com armas de forma irregular.

Alvos

A Polícia Civil conduziu para a delegacia 14 pessoas. Entre os investigados estão o sargento da Polícia Militar (PM) Joemil Miranda da Cunha, que foi preso suspeito de estar envolvido no suposto esquema. As armas seriam de pessoas com registro de CAC (sigla para Colecionador, Atirador e Caçador).

Também estão entre os investigados um empresário e um agente administrativo do sistema penal. Houve ainda o cumprimento de mandados de busca e apreensão em vários endereços, incluindo clubes de tiros da cidade.

Apreensão

Munições também eram vendidas de forma ilegal, segundo a PM — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

A operação também apreendeu celulares, que vão passar por perícia e quebrou o sigilo bancário dos investigados. Os extratos bancários e documentos serão analisados em nova etapa da investigação.

Militar preso

Joemil está em uma unidade da PM de Araguaína. O advogado de defesa do sargento, Paulo Roberto, disse que aguarda a conclusão dos trabalhos da polícia para emitir um posicionamento.

Sargento da PM, Joemil Miranda da Cunha, diz ser diretor de 18 clubes de tiros — Foto: Reprodução/Redes Sociais

“A prisão do sargento para nós é uma incógnita porque nós precisamos ter conhecimento da infração e tudo está sendo feito de forma sigilosa e assim que baixar o sigilo para a defesa nós vamos informar a imprensa da nossa opinião com relação a essa investigação”, disse.

Troca de áudios

“Diz que vão pra poder pedir não sei o que […] para ver se acha as imagens para ver se vê o ladrão.” (sic), disse um deles.

Trecho dos áudios investigados pela polícia — Foto: Divulgação

Outro suspeito respondeu: “O meu Deus do céu. Tão muito interessadinho. Sai fora! Dá em nada não. Falei que isso não ia dar em nada”. “Medo de quê moço, acalme seu coração. Medo de quê? Dá nada, pô…”.

Autorização para mandados

A Justiça autorizou o cumprimento dos mandados de prisão e de buscas nos endereços dos investigados na terça-feira (2). O juiz Antônio Dantas de Oliveira Júnior, da 2ª Vara Criminal de Araguaína, considerou que o crime colocou sob risco a ordem pública “em face da periculosidade dos agentes, o que se inferido “modus operandi” adotado, revelando a gravidade concreta da ação criminosa que protagonizou, indicando a maior reprovabilidade de suas condutas”, disse em trecho da decisão.

Veja nota da PM na íntegra:

A Polícia Militar do Tocantins informa que foi cientificada sobre a prisão de policial militar, após este ser ouvido na Operação Clandestino, realizada pela Polícia Civil.

A Corregedoria da Instituição acompanha e apoia a operação desde a manhã de hoje, quando foi cumprido mandado de busca e apreensão. Desde então foram adotadas as medidas preliminares para apuração interna e prestandas todas as informações necessárias à Polícia Civil.

O policial militar permanece preso em uma Unidade Policial Militar na cidade de Araguaína e à disposição da justiça.

A Polícia Militar reafirma à sociedade seu compromisso com a legalidade e imparcialidade, bem como reitera não coadunar com posturas incompatíveis com a nobre função pública.

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