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April 16, 2026
Estado Tocantins

Monitor da Violência: Tocantins tem segunda maior queda no número de mortes violentas

  • Março 12, 2024
  • 5 min read
Monitor da Violência: Tocantins tem segunda maior queda no número de mortes violentas

Os dados incluem os crimes de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. O Monitor da Violência é produzido pelo g1 e reúne informações dos 26 estados e Distrito Federal. Em todo o país a redução das mortes violentas foi de 4%. Sergipe teve a maior queda entre os estados (22,6%), seguido por Tocantins e Rondônia (14,5%).

Os casos de latrocínio diminuíram em 30%, segundo o índice. Apesar disso, o quantitativo de lesão corporal seguida de morte dobrou em 2023. Veja o gráfico abaixo:

Mortes violentas no Tocantins entre 2022 a 2023

Quantitativo dos casos de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte

Fonte: SSP-TO

Assassinatos no Tocantins

Ana Zilda Santos Almeida foi espancada no dia 5 de outubro — Foto: Divulgação

Uma das vítimas da violência foi Ana Zilda Santos Almeida, de 49 anos. A morte dela chocou os moradores de Araguaína, no norte do Tocantins. O crime aconteceu no dia 5 de outubro de 2023, quando um homem bateu a cabeça da vítima na quina de um poste diversas vezes.

Jovem foi agredido por guarda metropolitanos em Palmas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Vídeo mostra correria após tiroteio em festa de aniversário do Tocantins

Vídeo mostra correria após tiroteio em festa de aniversário do Tocantins

Em 2023, no dia 6 de outubro, o adolescente Ruan Gomes da Silva, de 17 anos, morreu em um tiroteio durante o show em comemoração ao aniversário do Tocantins. O tiroteio aconteceu depois que um policial de folga e à paisana se envolveu em uma discussão com dois homens. Durante a briga, um dos suspeitos tomou a arma do militar e começou a atirar. Na época, cerca de 12 pessoas ficaram feridas durante a confusão.

O g1 questionou a Secretaria de Segurança Pública (SPP-TO) sobre o andamento das investigações dos casos, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Perfil dos mortos

Entre o dia 1º de janeiro a 15 de maio de 2023, a capital do Tocantins teve 65 assassinatos. A pedido do g1, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) fez um levantamento de informações sobre o perfil das vítimas.

Na época, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) atribuiu mais de 60% das mortes à guerra de facções.

Levantamento periódico é encerrado

O levantamento periódico dos assassinatos é um dos projetos do Monitor da Violência, criado em 2017 pelo g1 em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP).

Naquela época, o governo federal não tinha uma ferramenta que permitisse à sociedade – jornalistas, pesquisadores, gestores públicos e demais cidadãos – acompanhar, de forma atualizada, os dados sobre homicídios do país. O único levantamento nacional era o do FSBP, divulgado no segundo semestre de cada ano.

A divulgação dos dados pelos estados também não era padronizada, e não havia uma frequência definida.

A partir da parceria, as centenas de jornalistas do g1 espalhados pelo país passaram a levantar junto aos estados dados sobre as mortes violentas ocorridas mês a mês, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e das assessorias de imprensa dos governos.

Esse trabalho contribuiu para aumentar a transparência e a precisão das informações sobre segurança pública divulgadas no Brasil e, em 2024, o governo federal passou a publicar os dados de crimes violentos em um painel interativo com informações de todos os estados.

Os dados do governo federal, embora usem uma metodologia diferente da do Monitor (por incluir, por exemplo, mortes suspeitas e encontro de corpos e ossadas, que podem não ser homicídios), apontam para um cenário semelhante, de redução de 4% nas mortes violentas em 2023.

Esse aumento na transparência levou o g1 e os parceiros a decidirem encerrar o levantamento periódico das mortes violentas.

“O Monitor da Violência teve e tem um papel estratégico para a discussão de vários temas sensíveis da agenda da segurança pública, a exemplo dos dados sobre redução e esclarecimento de homicídios, letalidade e vitimização policial, sistema prisional, violência contra mulheres, entre outros. Afinal, a experiência internacional revela que é a partir da ação intensa de disseminação de informações fidedignas e qualificadas que políticas públicas são provocadas e gestores se mobilizam”, afirmam Renato Sérgio de Lima e Samira Bueno, diretores do FBSP.

A decisão não significa o fim do Monitor da Violência – apenas do levantamento periódico de assassinatos, diante de um cenário em que dados nacionais e atualizados sobre esses crimes estejam disponíveis para a população.

A parceria seguirá em outras iniciativas, como tem acontecido desde 2017. Nesse período, entre outras coisas, o Monitor da Violência realizou reportagens sobre

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