Militar preso por morte de brigadista tinha celular em cela da PM | G1
A apreensão dos objetos encontrados ocorreu nesta segunda-feira (1º), durante uma operação que tinha como alvos dois agropecuaristas e o militar. O PM está preso em razão de outra investigação por homicídio.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os itens encontrados na instalação da Polícia Militar — o celular e os carregadores apreendidos na cela —, além de outros materiais recolhidos, estão com a Polícia Civil e passarão por perícia para auxiliar na conclusão do caso.
A Polícia Militar informou que prestou apoio ao cumprimento do mandado de busca e apreensão na cela do 4º Batalhão, em Gurupi. A corporação informou ainda que adotará medidas administrativas para apurar as circunstâncias envolvendo os objetos encontrados. (Leia a nota na íntegra abaixo).
Os nomes dos investigados não foram divulgados, por esse motivo, o g1 não conseguiu contato com as defesas.
Sidney Silva foi morto a tiros na porta de casa em Formoso do Araguaia — Foto: Arquivo Pessoal/Cleide Oliveira
Transferência de investigação
A SSP explicou que, há cerca de um mês, o inquérito foi transferido para a 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi para reforçar as investigações.
Segundo a pasta, a mudança ocorreu porque as etapas tradicionais da apuração, como a coleta de depoimentos, já haviam sido concluídas. Agora, a delegacia especializada concentra os trabalhos na busca por provas digitais que possam detalhar a participação de cada suspeito no planejamento e na execução do crime.
Relembre o caso
Sidiney era um experiente defensor ambiental, atuando no programa Prevfogo e na proteção da região da Ilha do Bananal. Em abril de 2025, a família chegou a pedir a federalização do caso diante da demora na resolução, mas a solicitação foi indeferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Entregamos uma cópia de um pedido de federalização feito pelo Ibama. Não sei explicar o motivo pelo qual esse pedido foi realizado, mas ele não foi aceito. Entenderam que não havia necessidade, porém não fomos informados sobre o motivo”, afirmou Cleide de Oliveira, irmã da vítima.
Em julho de 2024, o Ibama também solicitou a federalização do caso ao Ministério da Justiça. Na época, o g1 questionou a pasta sobre o pedido, mas não obteve resposta.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação apontou que a arma utilizada no crime foi uma espingarda cartucheira. Os disparos teriam sido efetuados de uma casa abandonada localizada em frente ao local onde o brigadista estava.
Íntegra da nota da PM
A Polícia Militar do Tocantins informa que, na manhã desta segunda-feira (1º), prestou apoio ao cumprimento de Mandado de Busca e Apreensão expedido pela 1ª Escrivania Criminal de Formoso do Araguaia e executado por equipe da Polícia Civil, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Judiciária.
A medida judicial teve como alvo a cela de um policial militar que se encontra preso provisoriamente nas dependências do 4º Batalhão da Polícia Militar, em Gurupi.
Durante o cumprimento do mandado, foram encontrados e apreendidos pela Polícia Civil dois carregadores vazios de pistola calibre .40 e um aparelho celular, conforme registrado no respectivo Auto de Exibição e Apreensão. Não houve apreensão de arma de fogo durante a ação.
A Polícia Militar ressalta que a apuração relacionada aos fatos investigados, bem como às circunstâncias que motivaram a expedição do mandado, é de responsabilidade da Polícia Civil, autoridade responsável pela condução do inquérito.
Em relação aos objetos localizados na cela, a Corporação adotará as providências administrativas cabíveis para apuração das circunstâncias e eventual responsabilização, observados o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.
Quanto à suposta participação do militar investigado no homicídio do brigadista Sidney de Oliveira, a Polícia Militar acompanha o caso e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações. A Corporação reitera que não compactua com desvios de conduta e que eventuais responsabilidades serão apuradas pelos órgãos competentes, respeitando-se a presunção de inocência e as garantias constitucionais.









