Mãe se acorrenta em hospital no TO por cirurgia cardíaca do filho | G1
Na tarde desta quarta-feira (9), Laise deixou o HGP e se acorrentou em frente ao Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO). O órgão informou que atendeu a mulher e vai adotar as providências cabíveis diante das informações apresentadas (veja nota completa abaixo).
O caso se desenrola desde 2024, quando a mãe deu entrada no pedido para conseguir tratamento fora de domicílio. O menino precisa de uma cirurgia chamada de Fontan, que é um tratamento para pacientes que nascem com apenas um ventrículo funcional no coração.
Laise Sousa se acorrentou em frente ao HGP para conseguir transferir filho para hospital de SP — Foto: Reprodução/redes sociais
A Secretaria Estadual de Saúde informou que o paciente foi acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína e que, após as avaliações médicas, foi apontado que a cirurgia de Fontan seria contraindicada nesse caso, devido às condições da criança, que apresentava comprometimento dos acessos vasculares e fragilidade clínica. O Estado disse que está tomando as providências necessárias para fazer a transferência (veja a nota completa abaixo).
Kauan precisa passar por cirurgia no coração — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Kauan está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do HGP. A criança nasceu com malformação congênita no coração e passou por duas cirurgias, mas precisa de uma terceira, que é considerada de grande porte. O menino recebe alimentação por meio de sonda, não fala, não anda e possui dificuldade para respirar.
O Tribunal de Justiça havia determinado a transferência do paciente para São Paulo em julho de 2025. Segundo a decisão, a criança tem direito a um acompanhante e auxílio com o custo da estada e alimentação pelo tempo que durar o tratamento.
Um ano depois, sem que o procedimento fosse realizado, o juiz Edimar de Paula, da Vara da Família de Paraíso do Tocantins, decidiu pelo bloqueio do valor necessário para a realização do procedimento, com tratamento fora de domicílio no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, com transferência por meio de UTI aérea.
Laise Sousa se acorrentou em frente ao Ministério Público para conseguir transferir filho para hospital de SP — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Íntegra da nota da SES
A Secretaria de Estado da Saúde informa que a decisão judicial inicial foi cumprida, com o paciente sendo acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína, unidade de alta complexidade habilitada para o atendimento do caso.
Após avaliação criteriosa das equipes de Cirurgia Cardiovascular e Cardiologia Pediátrica, o procedimento de Fontan foi contraindicado neste momento devido à condição clínica do paciente, que apresenta comprometimento dos principais acessos vasculares, fragilidade clínica e neurológica, além da necessidade de cuidados pós-operatórios especializados, fatores que elevam significativamente os riscos de uma nova intervenção cirúrgica.
Posteriormente, diante de nova decisão judicial determinando a transferência do paciente para tratamento fora do Estado, a Secretaria de Estado da Saúde informa que a cotação para a realização do procedimento já havia sido realizada previamente e que as providências necessárias estão sendo adotadas para a continuidade do tratamento.
Íntegra da nota do Ministério Público
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) informa que Laise Sousa Carvalho foi recebida e acolhida, nesta quarta-feira, 9, pela equipe de Assistência Social e de Atendimento ao Cidadão da instituição.
Embora este tenha sido o primeiro atendimento presencial solicitado pela mãe ao MPTO em relação à situação, o Ministério Público já atua no processo judicial que trata da assistência à saúde do filho dela, ajuizado pela Defensoria Pública do Estado.
Após o atendimento realizado nesta quarta-feira, as novas informações apresentadas pela mãe serão encaminhadas à Promotoria de Justiça responsável pelo acompanhamento do caso, para conhecimento e adoção das providências que forem cabíveis.
Por envolver criança e tramitar sob segredo de Justiça, o MPTO não divulgará informações que possam expor o paciente nem detalhes protegidos do processo.









