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August 6, 2026
Estado Tocantins

Mãe de criança morta na casa do pai posta vídeo em homenagem ao filho:

  • Agosto 6, 2026
  • 4 min read
Mãe de criança morta na casa do pai posta vídeo em homenagem ao filho:

O vídeo, gravado antes da morte da criança, foi compartilhado pela mãe em seu perfil em uma rede social na manhã desta quinta-feira (6), após o anúncio da prisão do casal. Nas imagens, Sabrina inicia a frase dizendo “eu te”, e Gustavo responde “amo”. Em seguida, ela continua com “mais que”, e o menino completa “tudo”. Por fim, Sabrina diz “nessa”, e Gustavo conclui: “vida” (veja o vídeo acima).

Os pais do menino não moravam juntos e viviam disputas judiciais. A morte foi constatada na segunda-feira (3), após o filho passar o fim de semana com o advogado e pai.

A defesa de Igor Gustavo afirmou que o menino se afogou no domingo (2) na piscina de casa, mas foi socorrido na própria casa. Na manhã de segunda-feira (3), o pai teria encontrado a criança sem sinais vitais. A defesa alega que, abalado e desorientado, o pai deixou a residência, mas depois se apresentou espontaneamente à delegacia, comunicou o ocorrido, prestou esclarecimentos e entregou as chaves da casa para os trabalhos da polícia e da perícia.

Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe contou que o filho ia visitar o pai e voltava para casa com hematomas.

“Mostrei as fotos e ele falava que o menino tinha caído. Ele tinha todo um argumento dele. Mandei o vídeo para ele, falando que não era certo, porque o meu filho estava daquele jeito. Não é certo. Toda vez que ele [filho] vê ou escuta a voz, ele fica com medo e agora ele está falando que ele [o pai] bate nele. Ele [pai] falou: ‘De novo essa história'”, disse.

Advogados de Sabrina informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.

Investigação da morte

Durante coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Menezes afirmou que os elementos reunidos até o momento indicam que as graves lesões encontradas nas regiões anal e intestinal da criança ocorreram em um contexto de violência extrema e teriam sido provocadas como forma de tortura.

“O que a gente entendeu é que essas lacerações no ânus e no intestino fazem parte desse contexto de forte agressão. Então, foi um instrumento de meio de tortura”, afirmou Menezes.

O delegado afirmou que a hipótese de violência sexual ainda não foi totalmente descartada e ressaltou que a tipificação dos crimes poderá ser alterada conforme o resultado de novas perícias. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

A madrasta, Kathellen Moreira, é investigada por omissão na morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. Ela e o pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, foram presos na madrugada desta quinta-feira (6), em Palmas. Ambos passaram a responder pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura contra o menino.

O enterro de Gustavo aconteceu na terça-feira (4). Durante a cerimônia, a imagem da mãe sobre o caixão do filho repercutiu nas redes sociais e comoveu internautas.

Sabrina da Silva Feitosa durante enterro do menino Gustavo — Foto: Arquivo pessoal/Cirlene Feitosa

Íntegra da nota do advogado de Igor Gustavo

A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.

Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.

Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.

Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.

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