Juiz autoriza acesso a mensagens e dados bancários em investigação sobre morte de empresário em posto de combustíveis
Conforme a decisão, as conversas serão analisadas por peritos da Polícia Civil a pedido da defesa do suspeito. Foi concedido prazo de cinco dias para que seja indicado qual o período de conversas entre acusado e vítima serão transcritos pela perícia.
O juiz da 1ª Vara Criminal de Palmas também determinou ao banco onde o acusado mantém conta bancária que forneça o saldo existente na data do crime, 13 de outubro de 2023.
Segundo o processo, a defesa acredita que as conversas irão confirmar as alegações do acusado de que estava recebendo ameaças e pressões por parte de Antônio, para quem devia dinheiro. A quebra de sigilo bancário da conta do acusado busca comprovar se suspeito ‘estava com o dinheiro para pagar’ a dívida com a vítima.
De acordo com a denúncia, o crime foi motivado por um empréstimo de R$ 10 mil que o suspeito tomou de Antônio, mas não conseguiu quitar conforme o acertado e os dois discutiram durante um encontro combinado na conveniência do posto de gasolina.
Antônio Arrais morreu após ser esfaqueado — Foto: Divulgação
Na época, testemunhas disseram para a Polícia Militar que Antônio chegou no local alterado xingando o agressor, dizendo que só sairia do estabelecimento se ele o pagasse ou sairia de lá morto. O agressor ainda tentou deixar o local, mas Antônio tentou impedir enquanto ameaçava o suspeito.
Nesse momento, as testemunhas disseram aos policiais que o autor puxou uma faca da cintura e deu três golpes na vítima. Ele chegou a ser levado para o Hospital Geral de Palmas, onde foi realizado os primeiros socorros, mas não resistiu e morreu.
O corretor acabou preso quando se dirigia para a casa dos pais. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ele foi encontrado em um posto de combustíveis, na BR-153 próximo à cidade de Campinorte (GO). Os agentes verificaram que as roupas usadas por ele e o veículo batiam com as informações repassadas pela polícia do Tocantins.









