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October 15, 2026
Clima

Incêndios florestais no AM dobram, mas índice está abaixo da média histórica – ClimaInfo

  • Outubro 15, 2026
  • 4 min read
Incêndios florestais no AM dobram, mas índice está abaixo da média histórica – ClimaInfo

14 de outubro de 2026

incêndios florestais am
Divulgação

Resumo

  • Focos de incêndio no Amazonas mais que dobram em 2026: o estado registrou 7.815 focos de incêndio entre 1º de janeiro e 12 de outubro, alta de 116% em relação ao mesmo período de 2025 (3.611 focos), segundo o Programa Queimadas/INPE. Apesar do salto, o número fica 12% abaixo da média histórica da série, iniciada em 1998, e 67% abaixo do pico de 2024, ano de seca histórica turbinada pelo El Niño.
  • Grande Manaus e a fronteira sul concentram os focos: quase um terço dos focos do último mês ocorreu na Região Metropolitana de Manaus, liderada por Autazes (313), Itacoatiara (200), Careiro da Várzea (134) e Manacapuru (133). Na fronteira sul/sudeste, área mais desmatada do estado, destacam-se Lábrea (379), Novo Aripuanã (311) e Boca do Acre (298). Em Itacoatiara, o fogo já atingiu parte da Terra Indígena Paraná do Arauató, onde vive o Povo Mura.
  • Governo mobiliza 11 aeronaves e reforça fiscalização: após sobrevoo do ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, que classificou o cenário como crítico e apontou indícios de ação humana intencional, o governo federal mobilizou 11 aeronaves e uniu IBAMA, IPAAM, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Federal no combate ao fogo. O IBAMA notificou 725 propriedades rurais sobre risco de propagação, com vistorias e autuações em andamento.
  • O número de focos de incêndio no Amazonas mais do que dobrou neste ano. O estado registrou 7.815 focos de 1º de janeiro a 12 de outubro, um aumento de 116% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 3.611 focos, segundo dados do Programa Queimadas, do INPE.

    Apesar da elevação, o número está 12% abaixo da média histórica da plataforma do INPE, iniciada em 1998, informa a Folha. E também é muito inferior (-67%) aos 23.475 focos registrados no mesmo intervalo de 2024, quando uma seca histórica, turbinada por um El Niño, atingiu toda a Amazônia por quase dois anos seguidos, facilitando a propagação das chamas.

    Quase um terço dos focos de incêndio registrados no último mês, desde 13 de setembro, estava em cidades da Região Metropolitana de Manaus, capital do estado. Autazes teve 313 focos, seguida de Itacoatiara, com 200, Careiro da Várzea, com 134, e Manacapuru, com 133.

    A maioria dos focos, porém, concentrou-se na região das fronteiras sul e sudeste do Amazonas, também a área mais desmatada do estado. Nos últimos 30 dias houve picos em Lábrea (379 focos), Novo Aripuanã (311), Boca do Acre (298), Manicoré (153), Humaitá (118) e Apuí (95).

    No fim de semana passado, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, esteve em Manaus e sobrevoou a região para verificar os incêndios florestais. O ministro classificou o cenário como crítico e afirmou que os focos detectados em Áreas Preservadas indicam ação humana intencional — em resumo, fogo criminoso.

    Por conta disso, o governo federal anunciou o reforço das ações de fiscalização e combate aos incêndios florestais criminosos no Amazonas, segundo a CNN Brasil. A atuação será realizada de forma integrada pelo IBAMA, pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros Militar do estado, e também pela Polícia Federal.

    Onze aeronaves foram mobilizadas pelo governo federal para combater o fogo no estado. São seis aviões de lançamento de água, três helicópteros, um avião de apoio logístico e um cargueiro da Força Aérea Brasileira, detalha o 18horas. Quatro aviões foram destinados a Autazes e ao entorno de Manaus, enquanto outros dois atuam na região de Itacoatiara, onde o fogo avança sobre a vegetação e já atingiu parte da Terra Indígena Paraná do Arauató, onde vive o Povo Mura, segundo o g1.

    Em outra frente, o IBAMA notificou previamente 725 propriedades rurais sobre o alto risco de propagação de fogo na região, informa o g1. Segundo o órgão ambiental, equipes agora realizam vistorias nesses locais para verificar se as determinações de controle do fogo foram cumpridas. Parte dos infratores já foi autuada por descumprimento das ações.

    • Em tempo: A fumaça dos incêndios no Amazonas atravessou a divisa do estado. Porto Velho, capital de Rondônia, acordou na 3ª feira (13/10) com o céu turvo, informam Exame e AM Post. Porto Velho chegou a registrar um índice de qualidade do ar de 107 no padrão adotado pela plataforma IQAir. Em Manaus, o índice era de 103. As duas cidades estavam na faixa considerada insalubre para grupos sensíveis, como crianças, idosos e gestantes, destaca a CBN.

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