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October 15, 2026
Clima

Amazônia registra o menor desmatamento em 41 anos, mostra o MapBiomas – ClimaInfo

  • Outubro 15, 2026
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Amazônia registra o menor desmatamento em 41 anos, mostra o MapBiomas – ClimaInfo
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Levantamento também mostra que a agropecuária cresceu 440% no bioma em 40 anos e ocupa 40,2% das áreas localizadas a até 5 km de estradas.

14 de outubro de 2026

desmatamento amazônia 3
Ascom/Ibama

Resumo

  • Amazônia tem menor desmatamento da série histórica em 2025: dados da Coleção 11 do MapBiomas mostram 693 mil hectares desmatados na Amazônia em 2025, o menor índice desde 1985, dos quais 92% (639 mil hectares) eram vegetação primária. Segundo Bruno Ferreira, pesquisador do Imazon e do MapBiomas, o resultado reflete a retomada de políticas de fiscalização, de monitoramento por satélite e de ordenamento territorial no governo Lula.
  • Agropecuária avança sobre Áreas Protegidas: a agropecuária cresceu 561% desde 1985 no entorno de áreas protegidas da Amazônia e já ocupa 31% dessa faixa, totalizando 65,2 milhões de hectares no bioma. A atividade também se concentra perto de estradas: dos 157 milhões de hectares até 5 km de vias, 40,2% (63 milhões de hectares, área maior que Minas Gerais) já são ocupados pela agropecuária.
  • Estradas facilitam a destruição: a Amazônia tem 618 mil km de estradas oficiais e clandestinas, dos quais quase 42 mil km estão dentro de Áreas Protegidas. Para Bruno Ferreira, “as estradas facilitam o acesso a áreas de vegetação nativa”, favorecendo a expansão da agropecuária e da mineração — risco reforçado por projetos como o asfaltamento da BR-319.
  • Um novo levantamento, baseado na Coleção 11 do MapBiomas, mostra que a Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento em 2025, o menor índice da série histórica, iniciada em 1985. Mas a análise ainda apresenta o tamanho do avanço da agropecuária sobre o bioma, inclusive nos territórios próximos a Áreas Protegidas, como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Quilombolas.

    Do total desmatado na Amazônia no ano passado, 639 mil hectares (92%) eram de vegetação primária (vegetação nativa) e 54 mil hectares de vegetação secundária (que já sofreu alguma modificação por conta da ação humana), detalham g1, CBN e Amazonas Atual. Com isso, 2025 foi o ano em que se registrou a menor área de destruição de vegetação nativa de toda a série histórica, considerando formações florestais, campos e savanas, além da vegetação secundária, explica Bruno Ferreira, pesquisador do Imazon e do MapBiomas.

    O resultado está alinhado à tendência recente de diminuição do desmatamento, também observada nos dados oficiais do PRODES, o índice oficial do desmatamento no Brasil, do INPE. “A redução observada nos últimos anos ocorre em um contexto de retomada e fortalecimento das políticas de prevenção e controle, com ações de fiscalização, monitoramento por satélite e ordenamento territorial [no governo Lula]”, analisou o pesquisador.

    Mas nem tudo são flores. Segundo o MapBiomas, a agropecuária cresceu 561% desde 1985 no entorno das Áreas Protegidas da Amazônia e ocupa 31% dessa faixa. Ao todo, a atividade ocupava 65,2 milhões de hectares no bioma no ano passado, informam Agência Brasil, O Globo e Canal Rural.

    A agropecuária também tem maior participação nas áreas próximas às estradas. A Amazônia tem 618 mil quilômetros de estradas oficiais e clandestinas, e quase 42 mil km dessas estão dentro de Áreas Protegidas, detalha o Valor. E dos 157 milhões de hectares localizados até 5 quilômetros dessas vias, a atividade ocupa 40,2% da área, o equivalente a 63 milhões de hectares — uma área maior que Minas Gerais.

    Conforme aumenta a distância das vias, a participação da agropecuária no território amazônico diminui, passando a estar presente em 26,7% das áreas. O que mostra que a abertura ou o asfaltamento de estradas — como vem sendo feito na BR-319, que liga Manaus a Porto Velho — é uma ameaça à conservação da Amazônia.

    “As estradas facilitam o acesso a áreas de vegetação nativa, favorecendo processos de ocupação e conversão da terra. No entorno e no interior das Áreas Protegidas, essa pressão pode se refletir na expansão da agropecuária, da mineração e de outras atividades que modificam a cobertura e o uso da terra”, alertou Ferreira.

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