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September 21, 2026
Estado Tocantins

Filhas suspeitas de matar mãe por dinheiro têm julgamento marcado | G1

  • Setembro 21, 2026
  • 2 min read
Filhas suspeitas de matar mãe por dinheiro têm julgamento marcado | G1

Deise foi morta a facadas em uma área rural próxima à Vila Quixaba, no município de Peixe, no sul do Tocantins. As investigações da Polícia Civil apontaram que as filhas dependiam da mãe para manter determinado padrão de vida. Segundo o delegado responsável pelo caso, João Paulo Sousa Ribeiro, elas consideravam a mãe um “embaraço”.

“Um dos conflitos maiores foi o pai ter dado um cartão para uma das filhas para ela gastar, e a mãe não concordava com isso. Então, as filhas viam a mãe como um embaraço na vida delas. A partir do momento em que a mãe faltasse, elas iam ter total controle, […] e isso [a empresa] ia passar para elas, e elas iam ter total controle”, explicou o delegado João Paulo Sousa Ribeiro em abril deste ano

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) informou que, em abril, ingressou com ação penal contra quatro familiares pelo feminicídio de Deise Carmen de Oliveira Ribeiro. De acordo com a acusação apresentada pelo órgão, o crime teria sido planejado por disputas patrimoniais relacionadas ao controle de uma fábrica da família e para evitar que a vítima concluísse o processo de divórcio do cônjuge.

Respondem à ação penal o marido de Deise, as duas filhas e o genro, Mateus Viana de Oliveira, namorado de Déborah, que responde ao processo em liberdade. O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) confirmou que há uma audiência de instrução marcada para o dia 22 de setembro.

O g1 procurou novamente a defesa dos investigados para obter um posicionamento, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Deise Carmem de Oliveira Ribeiro tinha 55 anos — Foto: Reprodução/Gurupi Memes

Entenda o caso

José Roberto Ribeiro, marido de Deise e pai das suspeitas, foi indiciado por atrapalhar as investigações e eliminar registros relevantes. A polícia esclareceu que não há indícios de que ele tenha participado do crime. Conforme os autos, porém, ele teria apagado mensagens e ocultado o veículo utilizado pelas filhas para transportar o corpo da vítima. José foi solto em abril deste ano e responde ao processo em liberdade.

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