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September 8, 2026
Clima

Estimativa inicial de perdas com tragédia no Nepal chega a US$ 2,5 bilhões – ClimaInfo

  • Setembro 8, 2026
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Estimativa inicial de perdas com tragédia no Nepal chega a US$ 2,5 bilhões – ClimaInfo

8 de setembro de 2026

nepal custo bilhões
Reprodução vídeo APNews.com

Resumo

  • Prejuízo econômico bilionário: o governo do Nepal estima perdas superiores a US$ 2,5 bilhões (R$ 12,7 bilhões) com a destruição de casas, edifícios e infraestrutura, além de mais de US$ 52 milhões (R$ 265,3 milhões) em ações emergenciais nos primeiros quatro meses de reconstrução. Cerca de 20 mil casas precisarão ser reconstruídas (7,5 mil delas foram totalmente destruídas), e as seguradoras devem arcar com pelo menos US$ 132 milhões (R$ 673,5 milhões), principalmente para cobrir danos a hidrelétricas.
  • Mais vítimas e buscas em andamento: o desastre já deixou mais de 1,3 mil mortos e 4,2 mil desaparecidos. Na 6ª feira (4/9), dois trabalhadores foram resgatados vivos do túnel da hidrelétrica Trishul 3A, nove dias após as enchentes, reacendendo a esperança de encontrar mais sobreviventes. Especialistas alertam que a busca por corpos pode durar meses, com muitas vítimas possivelmente nunca encontradas.
  • Contraste na transparência entre Nepal e China: enquanto o Nepal divulga informações abertamente sobre o desastre, o governo chinês mantém controle rígido sobre os dados do lado tibetano da fronteira, com organizações de Direitos Humanos suspeitando de subnotificação de mortos e desaparecidos.
  • A conta do desastre das enxurradas no Nepal começa a aparecer. Estimativas do governo nepalês citadas pela Reuters indicam que a destruição de propriedades, casas, edifícios e outras infraestruturas deve causar um prejuízo superior a US$ 2,5 bilhões (R$ 12,7 bilhões). Além dessa cifra, o país também precisa arcar com ações emergenciais, como a construção de estradas e abrigos temporários e o restabelecimento do fornecimento de água e de energia elétrica, a um custo estimado em mais de US$ 52 milhões (R$ 265,3 milhões) somente nos primeiros quatro meses de reconstrução.

    As autoridades nepalesas estimam que precisarão reconstruir cerca de 20 mil casas em áreas devastadas pelas enchentes. Dessas, pelo menos 7,5 mil foram completamente destruídas. Esses números podem ser ainda maiores, já que algumas das áreas mais afetadas pelas inundações estão sendo mapeadas apenas agora, devido à dificuldade de acesso e à dimensão da destruição.

    As seguradoras também fazem os cálculos do prejuízo. Segundo a Reuters, elas deverão arcar com mais de US$ 132 milhões (R$ 673,5 milhões) em desembolsos, especialmente para projetos de infraestrutura, como as hidrelétricas destruídas pelas enxurradas. Mais uma vez, esse montante pode ser ainda maior, já que não considera as indenizações finais a serem pagas.

    “As recentes inundações nas montanhas do sul da Ásia podem levar as seguradoras a reavaliarem os riscos relacionados à energia hidrelétrica e à infraestrutura, principalmente em locais de alta exposição”, afirmou Benjamim Ng, chefe do setor de energia para a Ásia da corretora internacional Aon.

    O desastre no Himalaia já deixou mais de 1,3 mil mortos, e 4,2 mil seguem desaparecidos. Mas, na 6ª feira (4/9), houve um momento de esperança. Bombeiros conseguiram resgatar duas pessoas com vida de um túnel da usina hidrelétrica Trishul 3A, nove dias após as enxurradas. As vítimas foram levadas a um hospital em Katmandu, capital nepalesa, mas estão conscientes e clinicamente bem. O resgate alimenta a possibilidade de se encontrar mais sobreviventes, especialmente nos túneis de hidrelétricas afetadas pelas inundações, reforçam AP, BBC, CNN, Guardian, New York Times e Reuters.

    A dimensão do desastre no Himalaia ainda está sendo avaliada pelas autoridades e pelos bombeiros. No Guardian, o professor Richard Bassed, da Universidade Monash, na Austrália, afirmou que as buscas por corpos de vítimas das enchentes devem durar meses, em um processo semelhante ao que ocorreu após o tsunâmi que devastou o Sudeste Asiático em 2004. “[As vítimas] podem ter sido levadas para qualquer lugar, enterradas na lama. Imagino que haja vários corpos que nunca serão encontrados”, pontuou.

    Ao mesmo tempo, o Guardian também destacou o contraste entre a divulgação aberta de informações sobre o desastre no Nepal e o controle incisivo do governo da China sobre os dados da crise em seu lado da fronteira, no Tibete. Muitas famílias estão tentando reunir informações online e vindas do Nepal para ajudar a encontrar vítimas. Grupos de defesa dos Direitos Humanos no Tibete também apontam para os números relativamente baixos de mortos e desaparecidos reportados pelas autoridades chinesas, o que pode indicar uma subcontagem.

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