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September 23, 2026
Estado Tocantins

Esquema com páginas e anúncios falsos movimentou R$ 10 milhões no TO | G1

  • Setembro 23, 2026
  • 3 min read
Esquema com páginas e anúncios falsos movimentou R$ 10 milhões no TO | G1

A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Araguatins. Segundo o MPTO, o grupo criava páginas e anúncios falsos que imitavam sites e serviços de empresas conhecidas para atrair consumidores interessados principalmente em passagens aéreas e rodoviárias, pacotes turísticos e outros produtos.

Os nomes dos investigados não foram divulgados e o g1 não conseguiu contato.

Anúncios falsos nas redes sociais

De acordo com a investigação, as campanhas fraudulentas chegaram a alcançar mais de três milhões de usuários nas redes sociais. Foram identificadas 1.310 transações relacionadas ao pagamento de publicidade digital, que somaram R$ 55,8 mil.

A estratégia, segundo o MPTO, era impulsionar as ofertas falsas e direcionar as vítimas para páginas de pagamento ou canais que simulavam o atendimento das empresas, inclusive pelo WhatsApp Business.

Os pagamentos eram feitos principalmente por Pix e boletos e enviados para contas utilizadas pelo grupo.

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Quatro núcleos

O MPTO afirma que o esquema funcionava de forma organizada e com divisão de tarefas. A denúncia aponta quatro núcleos: comando; recrutamento e gestão de contas; movimentação e triangulação financeira; e núcleo familiar e de blindagem patrimonial.

Ainda conforme a investigação, terceiros eram recrutados para fornecer documentos e dados pessoais utilizados na abertura de empresas e contas digitais. Depois de receber os valores dos golpes, o grupo teria utilizado diferentes contas, transferências e operações financeiras para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Parte dos recursos teria sido convertida em criptoativos. Outra parcela teria sido incorporada a atividades comerciais ou utilizada na compra de veículos e imóveis.

Movimentações financeiras

A apuração identificou movimentações consideradas atípicas em diferentes contas. Entre elas, estão mais de R$ 4,4 milhões movimentados por uma empresa comercial, R$ 2,37 milhões em uma conta ligada a um policial penal e R$ 732 mil relacionados a um técnico em enfermagem.

Os 25 denunciados respondem, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes relacionados à organização criminosa, estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

A denúncia individualiza as condutas atribuídas aos investigados e os organiza de acordo com as funções que teriam desempenhado no esquema.

O Ministério Público também pediu à Justiça a prisão preventiva de investigados, a perda de bens relacionados aos crimes e a perda alargada de patrimônio, com o objetivo de recuperar valores apontados como provenientes das atividades ilícitas.

Em relação aos servidores públicos denunciados, o MPTO também requereu a perda dos cargos em caso de condenação. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça. A denúncia do Ministério Público não significa condenação, e os denunciados terão direito à defesa e ao contraditório.

Mari Silva é integrante do programa de estágio entre a Rede Anhanguera e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patricio Reis.

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