Espécie de jacaré que atacou cão no TO é
‘Animal oportunista’, diz bióloga sobre espécie de jacaré que deu bote e desapareceu com cachorro em lago no TO
Após jacaré-açu atacar cachorro no Tocantins, bióloga explica que a espécie é considerada ‘oportunista’ e o comportamento pode ocorrer pela escassez de presas naturais em algumas épocas do ano.
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Um jacaré-açu atacou e desapareceu na água com um cachorro às margens de um lago em Lagoa da Confusão, no Tocantins. O bote foi gravado nesta quarta-feira (7).
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A moradora Erica Barros gravou o ataque de uma academia. Nas imagens, 3 cães se aproximam do réptil antes de um deles sofrer o bote.
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A bióloga Barthira Rezende explicou que a espécie pode atingir 6 metros e pesar 400 quilos. O risco de extinção do animal é considerado “pouco preocupante”.

Jacaré ataca cachorro na orla de lagoa no Tocantins
“Levando em consideração que a espécie é oportunista, ele pode ter atacado por duas situações: um ataque associado à alimentação e uma reação defensiva diante da aproximação. A alimentação varia conforme a idade. Quando filhotes vão desde crustáceos a anfíbios, até aves e pequenos mamíferos.”
O bote do jacaré-açu em Lagoa da Confusão foi registrado pela moradora Erica Barros nesta quarta-feira (7). Ela estava em uma academia em frente ao lago quando gravou a cena. Nas imagens é possível ver três cachorros se aproximando do animal. Em seguida, o réptil se aproxima lentamente e, de repente, dá um bote contra um dos cães e desaparece na água com o cachorro.
Registro mostra o momento do ataque do jacaré em um dos cachorros — Foto: Reprodução/Portal Eu Amo Lagoa
Conforme a bióloga, essa situação não é incomum e pode acontecer quando o jacaré não encontra alimentos com tanta facilidade, como na época de cheias.
“É mais frequente em outras situações, como áreas mais isoladas, em época de cheia em que a alta dos rios deixa os recursos [peixes] mais esparsos”, explicou.
“A espécie apresenta grande importância ecológica, atuando na ciclagem de nutrientes, contribuindo para o equilíbrio das cadeias alimentares e apresentando potencial como bioindicador da qualidade ambiental, inclusive por sua capacidade de acumular contaminantes ao longo da cadeia trófica.”









