Envenenados ou doentes? Morte de macacos em praça de Palmas será investigada
O aposentado João de Barros conta que costumava alimentar os macacos e suspeita que tenham sido envenenados. “Muito triste, muita maldade. Isso é coisa que eu não chamo um ser desse de ser humano porque era como se fosse meus filhos, eu cuidava todos os dias”, contou.
Segundo os moradores, ao todo eram pelo menos seis macacos. Alguns morreram e os outros não aparecem na região há dias.
Alguns dos corpos dos macacos foram levados para a Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses de Palmas (UVCZ), onde eles devem passar por uma análise para identificar a causa da morte e apontar possíveis doenças.
Macaco encontrado morto em praça de Palmas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
A previsão é que o resultado desse exame saia entre 30 e 60 dias, pois parte dessas análises é feita em outro estado. Como a morte de macacos pode indicar a presença do vírus da febre amarela em uma região, o município começou a adotar ações preventivas.
“Os macacos são sentinelas, eles nos avisam que tem possibilidade de circulação do vírus da febre amarela. A gente sabe que a única medida de prevenção contra a febre amarela é a vacinação. Então, a gente faz a busca ativa das pessoas não vacinadas e faz a vacinação para proteger contra essa doença”, explicou a diretora de vigilância e saúde, Meire Pereira.
A orientação da Secretaria de Saúde em caso de morte suspeita de animais silvestres é que a equipe de zoonoses seja chamada para recolher o corpo. “A gente faz análise para doenças vetoriais, virais e bacterianas também para saber qual foi a real morte destes macacos”, disse.
A vacina contra a febre amarela está disponível de graça em todas as unidades de saúde de Palmas para pessoas a partir de nove meses de vida.









