Entenda caso de padre condenado por estupro e cárcere privado de jovem | G1
A condenação impôs uma pena de oito anos de prisão em regime semiaberto. Este é o segundo registro criminal envolvendo o réu. Em 2015, ele chegou a ser preso por suspeita de mostrar pornografia a um adolescente em Gurupi.
A defesa de Marcos Aurélio informou ao g1, por telefone, que, como durante o julgamento houve um voto divergente entre os desembargadores, foi apresentado um recurso chamado embargos infringentes.
O g1 pediu informações sobre a atual situação do padre dentro da Diocese de Porto Nacional, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
Quem é o padre?
O réu condenado é Marcos Aurélio Costa da Silva. Em 2015, o padre atuava em uma paróquia na cidade de Peixe, região sul do Tocantins. Em 2018, ele foi suspenso e parou de exercer suas funções eclesiásticas, segundo a Diocese de Porto Nacional. Um ano depois, Marcos foi preso em Palmas, suspeito de abusar sexualmente de um jovem de 18 anos.
Por quais crimes o padre foi condenado?
O MPTO recorreu contra a sentença de primeiro grau, que havia absolvido o réu ao reconhecer a existência de dúvida quanto à autoria dos crimes. A decisão de condenação se baseou na veracidade do relato do jovem, confirmado por laudos técnicos, impactos psicológicos e testemunhos, além do histórico de condutas semelhantes do réu.
Suspeito de abuso sexual foi preso em Palmas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Como o padre atraiu a vítima para o Tocantins?
O padre atraiu o jovem de 18 anos, que era de Pernambuco, usando a promessa de uma carta de recomendação vocacional ao seminário. Ele convenceu a vítima a viajar até Palmas, alegando que a carta só seria válida se fosse assinada de próprio punho.
A vítima passou a ser mantida em cárcere privado no dia 22 de agosto de 2019. Na época, o jovem contou aos policiais que o padre havia tentado embebedá-lo na primeira noite e forçou relações enquanto ele estava preso no apartamento.
Padre pede fotos do jovem sem camisa — Foto: Reprodução
Como o jovem conseguiu escapar do apartamento em Palmas?
O jovem foi mantido em cárcere privado por cerca de cinco dias no apartamento em Palmas. Ele só conseguiu escapar do local quando o padre esqueceu a chave na porta. Após a fuga, o jovem procurou uma delegacia. Os policiais relataram que ele estava a pé, sem documentos, em visível estado de temor e fragilidade emocional ao relatar os crimes de estupro e cárcere privado.
Padre tinha histórico de crimes sexuais antes do caso de 2019?
Qual a pena determinada para o padre?
A pena pelos crimes cometidos pelo padre foi de oito anos de prisão. O regime inicial para o cumprimento foi o semiaberto. No entanto, a desembargadora Ângela Haonat concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade. Devido a um voto divergente no julgamento, a defesa do padre apresentou um recurso chamado embargos infringentes, e a decisão final ainda está pendente.
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