Dorinha fala sobre mudanças nas alianças e apresenta propostas | G1
Durante a entrevista, a candidata justificou a votação apertada no primeiro turno, comentou as recentes mudanças nas alianças políticas e explicou sua escolha por Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República. Ela também apresentou propostas para as áreas de educação, saúde, infraestrutura rodoviária, agronegócio e meio ambiente.
O segundo entrevistado será o candidato Vicentinho Júnior (PSDB), nesta sexta-feira (16). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em reunião com representantes dos partidos, realizada no dia 8 de outubro.
Professora Dorinha (União Brasil) é entrevistada pela jornalista Jcyelma Santana — Foto: Felipe Santos/TV Anhanguera
Veja abaixo os principais pontos da entrevista com a Professora Dorinha.
Desempenho no 1º turno
A candidata foi a primeira colocada no 1º turno das eleições e mesmo tendo uma ampla base de apoio, e o atual governador do estado ao seu lado, teve uma diferença de 13.442 votos em relação ao segundo colocado, Vicentinho Júnior. A Professora Dorinha informou que considerou a votação dentro da normalidade, justificando que considera isso resultado do cenário de abstenções e votos nulos.
Dorinha reconheceu uma perda de votos em relação ao que indicavam as pesquisas de intenção de voto e apontou a polarização como um dos fatores. “Acho que tudo isso pode ter impacto. Nós acompanhamos o resultado nas pesquisas internas […] A questão da nacionalização da presidência. As cidades onde eu tive uma perda de votos, até comparando com as pesquisas, são cidades que foram fortemente impactadas talvez pela disputa eleitoral presidencial”, afirmou.
Mudanças de apoio e composição do governo
Sobre as recentes trocas de alianças políticas por parte de aliados da Professora Dorinha, a candidata afirmou considerar que a mudança ocorreu em decorrência do desempenho eleitoral desses candidatos. “A grande maioria das lideranças que saiu do grupo, são candidatos que perderam a eleição. Na sua grande maioria foram derrotados nas urnas. Isso causa um certo constrangimento”, disse.
Além disso, apontou investidas da oposição como um dos fatores, citando ofertas e acordos para o comando de secretarias e outros cargos na administração pública.
“A gente tem ouvido muito falar sobre isso. Promessas de secretarias, promessas de cargos, promessas de presidência, então isso tem movimentado a escolha das pessoas que fizeram uma mudança política”, completou.
A candidata também garantiu que não fará “fatiamento” do Estado para aliados e informou que pretende selecionar uma equipe técnica e qualificada para assumir as secretarias e pastas estratégicas.
Apoio para a presidente
Questionada sobre a mudança de posicionamento em relação à disputa presidencial, na qual a candidata afirmou que não tomaria partido e agora declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL), Dorinha declarou que a decisão seguiu a orientação oficial do partido. Segundo a Professora Dorinha, o União Brasil tomou uma decisão para o segundo turno.
“Eu sou do mesmo partido desde que comecei a lidar com política. O partido tomou uma decisão, apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro, e eu recebi o apoio do Flávio que assumiu esse compromisso com a Professora Dorinha aqui no Tocantins”, ressaltou.
Educação
Na área da educação, Dorinha destacou seu histórico parlamentar e realizações no setor, além de sua atuação como secretária de Educação em gestões anteriores. Apesar de as creches serem de atribuição dos municípios, a candidata afirmou que pretende ampliar o número de creches e intensificar os investimentos na educação básica do estado.
“Eu enxergo a educação de maneira diferente e fiz isso quando era secretária. Eu entendo que a governadora não vai cuidar só da sua rede. O cidadão e a cidadã tocantinense têm direito a ser atendidos. Quer seja naquela que é o elo mais frágil do município […] Cabe ao Estado, ou à própria União, subsidiar esse atendimento”, enfatizou.
Ela também enfatizou a necessidade de expansão do ensino em tempo integral no Tocantins, propondo a construção de novas unidades escolares e o aumento da permanência dos estudantes em sala de aula.
Saúde e descentralização do atendimento
A candidata enfatizou ser relatora da receita como atual senadora,e apontou ver uma carência de atendimento nos municípios do interior, principalmente quanto à disponibilidade de unidades hospitalares e leitos especializados.
Sobre a necessidade orçamentária para a conclusão e ampliação das unidades, a candidata destacou que a área demanda investimentos contínuos. Ela citou a situação de hospitais como o Municipal de Araguaína, o Regional de Gurupi e o Hospital Geral de Palmas (HGP), sustentando que o apoio da União tem sido insuficiente para suprir as demandas dessas estruturas.
“Você tem que equilibrar: arrecadação, políticas necessárias de ajustes e reorganização da própria máquina e prioridades; e a busca da fonte de recursos para esse atendimento”, pontuou.
Para contornar o problema da espera pelas obras de hospitais que pretende concluir, Dorinha defendeu o fortalecimento de consórcios intermunicipais para viabilizar recursos de emendas parlamentares e equipar hospitais no interior, com o objetivo de descentralizar o atendimento, ampliar a oferta de cirurgias especializadas e reduzir o déficit de leitos.
Infraestrutura rodoviária e logística
No setor de transportes, a candidata apontou a logística como um dos eixos centrais de seu plano de governo. A candidata afirmou que pretende viabilizar a duplicação de rodovias que saem de Palmas em direção a municípios como Lajeado, Miracema do Tocantins e Paraíso do Tocantins.
Ela também defendeu a articulação para federalizar rodovias e melhorar a ligação entre o Tocantins e outros estados. Entre as prioridades citadas, estão investimentos na Transcolinas e a continuidade de obras já iniciadas, como a ligação entre Lizarda e Recursolândia, para as quais há recursos previstos.
Meio ambiente e agronegócio
Ao abordar o equilíbrio entre crescimento econômico e preservação ambiental, Dorinha afirmou que pretende implementar os planos de manejo das Áreas de Proteção Ambiental (APAs). Segundo a candidata, a proposta é aproveitar o planejamento já concluído e destravar outros quatro planos, com o objetivo de conciliar a expansão do agronegócio com a conservação do meio ambiente.
Projetos de irrigação e desenvolvimento regional
Professora Dorinha afirmou que pretende garantir infraestrutura básica de água e energia para dar continuidade a projetos agrícolas no Tocantins. Ela citou os polos de Sampaio, Manoel Alves e São João. Sobre o Projeto Sampaio, destacou a intenção de solucionar conflitos e regularizar a situação da área após invasões.
A candidata também defendeu que o governo deveria ter conduzido um processo de transição com o apoio das famílias da agricultura familiar da região. Além disso, afirmou que pretende retomar as obras do barramento do Rio Arraias, buscando apoio do governo federal para viabilizar as intervenções.
Essa reportagem está em atualização.








