NotíciasAqui a notícia corre
August 12, 2026
Estado Tocantins

Derrubada ilegal de babaçu gera indenização de R$ 200 mil no Tocantins | G1

  • Agosto 11, 2026
  • 3 min read
Derrubada ilegal de babaçu gera indenização de R$ 200 mil no Tocantins | G1

A decisão acolheu recurso do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e reformou entendimento do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), que havia afastado a indenização.

O processo judicial começou após a Polícia Militar Ambiental constatar, em 2017, a derrubada de diversas palmeiras de babaçu sem autorização ambiental, em um apropriedade rural. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Tocantinópolis, que também pediu a recuperação da área degradada.

O responsável pela propriedade rural não teve o nome informado, e o g1 não conseguiu contato com a defesa.

Na primeira instância, a Justiça determinou a elaboração e execução de um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), que deve ser aprovado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). O pedido de indenização por danos morais coletivos, porém, foi negado.

O Tribunal de Justiça do Tocantins manteve a decisão. Com isso, o MPTO recorreu ao STJ.

Agora no g1

Agora no g1

Decisão do STJ

Ao analisar o recurso, a ministra Maria Thereza de Assis Moura destacou que o babaçu possui proteção especial na Constituição do Estado do Tocantins e importância ambiental, social e cultural, principalmente para as comunidades tradicionais de quebradeiras de coco.

Segundo a decisão, a derrubada ilegal das palmeiras caracteriza, por si só, dano moral coletivo ambiental. Dessa forma, não é necessário comprovar um prejuízo concreto causado à população para justificar a indenização.

O STJ também ressaltou que a recuperação da área degradada não elimina o dever de indenizar. Isso ocorre porque a reparação do dano ambiental deve ser integral.

Babaçu pode ser usado para fazer produtos variados — Foto: Divulgação

Importância das quebradeiras de coco

A medida foi sancionada por meio da Lei Federal nº 15.431 e anunciada durante um evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em Brasília.

No Tocantins, a atividade é desenvolvida principalmente por mulheres da região do Bico do Papagaio, no norte do estado. Além de garantir renda para centenas de famílias, o trabalho é considerado um símbolo de preservação ambiental, resistência cultural e transmissão de conhecimentos entre gerações.

As quebradeiras de coco babaçu integram os povos e comunidades tradicionais e desempenham uma atividade de relevância histórica, cultural, social e econômica.

Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.

About Author

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *