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July 4, 2026
Estado Tocantins

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  • Novembro 22, 2024
  • 4 min read
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Estudantes durante atividade em que foram cantadas palavras de ódio — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nas imagens os alunos aparecem cantando versos que fazem referência a atos violentos: ‘Se eu não te matar, eu vou te prender’. O momento foi guiado por um policial militar que puxou o canto, enquanto os estudantes repetiam.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), determinou a instauração de uma comissão de apuração “para investigar a situação e garantir que tal ocorrência não se repita”. Conforme a Seduc, o episódio foi um caso isolado e não reflete a realidade das escolas cívico-militares (veja nota completa ao final da reportagem).

A Polícia Militar foi questionada sobre o pedido de afastamento dos militares, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

PM ditava palavras de ódio em canção com crianças de escola militar no Tocantins — Foto: Reprodução

Palestra e ‘corridão’

Estudantes em praça na frente de escola que promoveu marcha com palavras de ódio — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A ação entre alunos e equipes da Força Tática da Polícia Militar foi chamada de ‘corridão’. Uma servidora do colégio, que preferiu não se identificar, afirmou que alunos dos períodos matutino e vespertino foram chamados de sala em sala e seguiram para a palestra que tinha como tema o combate à violência contra crianças e adolescentes.

“A Polícia Tática chegou […] e começou a fazer exercício físico com os meninos na porta da escola e depois começaram a falar essas frases de ordem, porque isso não é uma música, não é uma canção, são frases de ordem e são frases violentas, que falam em matar”, destacou a servidora.

Durante a marcha, os estudantes, guiados por um policial militar, cantavam os seguintes versos:

“Tu vai lembrar de mim
Sou taticano maldito
E vou pegar você
E se eu não te matar
Eu vou te prender

Vou invadir sua mente
Não vou deixar tu dormir
E nas infiltrações você vai lembrar de mim”

Convite divulgado para evento em colégio militar de Paranã — Foto: Divulgação

Íntegra do posicionamento do Estado

O Governo do Tocantins repudia com veemência o ocorrido nesta quinta-feira, 21, no Colégio Militar Euclides Bezerra Gerais, no município de Paranã, que está em total desacordo com os valores de respeito e cidadania que devem ser cultivados no ambiente escolar.

Tão logo soube do caso, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, determinou à Polícia Militar (PM/TO) o imediato afastamento do diretor da instituição escolar e demais militares envolvidos das atividades escolares, além de cobrar que o caso seja apurado e que todas as medidas cabíveis sejam tomadas, conforme os trâmites legais e disciplinares da instituição. Em relação à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), foi determinado a instauração de uma comissão de apuração, para investigar a situação e garantir que tal ocorrência não se repita.

É importante ressaltar que este episódio é um caso isolado e não reflete a realidade das Escolas Cívico-Militares, que desempenham papel fundamental na formação educacional no Estado do Tocantins. Essas instituições são comprometidas com a educação de qualidade, baseada no respeito, na ética e no desenvolvimento integral dos estudantes.

O Governo do Tocantins reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente educacional saudável e seguro, onde prevaleçam os princípios de disciplina, cidadania e respeito mútuo.

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