Conheça mulher de 100 anos que anda de moto aquática e tem 51 bisnetos | G1
Descrita pela neta Gracielly Andrade como uma mulher de fé, carismática e muito sábia, dona Noemia mora em Gurupi e gosta de manter a casa cheia. Conversar, rezar o terço e o rosário, ler, bordar e praticar atividades físicas estão entre as ocupações que seguem presentes no dia a dia da centenária.
Além dos costumes e ensinamentos transmitidos ao longo da vida, dona Noemia se tornou o elo que mantém diferentes gerações unidas.
No aniversário de 100 anos, seus 12 filhos, 37 netos e 51 bisnetos e demais parentes fizeram um vídeo de mais de quatro minutos no qual várias gerações da família fazem fila para ‘pedir benção’ e dormir na casa de dona Noemia (assista trecho acima). O registro do encontro ganhou as redes sociais.
Dona Noemia faz passeio de moto aquática no Tocantins — Foto: Arquivo Pessoal/Gracielly Andrade
Aventura e disposição aos 100 anos
Gracielly descreve a avó como o centro da família. Além do aniversário, comemorado no dia 11 de julho, o grupo também se encontra todos os anos no Natal. Conforme a neta, parentes viajaram de várias regiões do Brasil, do Norte ao Sul do país. Alguns vieram até da Itália.
As histórias acumuladas ao longo de um século são tantas que a família tem dificuldade para escolher apenas uma. Mas uma delas se destaca: aos 88 anos, dona Noemia voou de parasail na Praia do Croá, em Aliança do Tocantins.
Conforme a neta, o espírito aventureiro da matriarca permanece e, ainda hoje, ela continua passeando de moto aquática. “São inúmeras histórias como essa que guardamos no coração”, resumiu Gracielly.
Aos 88 anos, dona Noemia voou de parasail na Praia do Croá, em Aliança do Tocantins — Foto: Arquivo Pessoal/Gracielly Andrade
Ensinamentos e fé
Além dos 12 filhos, Noemia também criou dois sobrinhos e dois netos. E a árvore genealógica continua crescendo, pois há dois bisnetos a caminho e o primeiro tataraneto da família deve nascer em breve.
Ao longo das décadas, ela transmitiu ensinamentos, tradições religiosas e regras de convivência que seguem presentes no dia a dia dos descendentes.
“Ela faz questão de que todos rezem o terço ao menos uma vez no dia. Do filho ao bisneto, todos sabem que não se pode comer à mesa sem camiseta, nem chegar ou sair sem pedir a bênção”, afirmou a neta.







