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October 19, 2026
Clima

CIMI: Violência contra indígenas no Brasil aumentou em 2025 – ClimaInfo

  • Agosto 17, 2026
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CIMI: Violência contra indígenas no Brasil aumentou em 2025 – ClimaInfo
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Foram registrados 258 assassinatos de indígenas em 2025, alta de 22% sobre o ano anterior; Roraima é o estado mais violento com indígenas.

16 de agosto de 2026

cop30 povos indígenas
apiboficial.org.br

Resumo

  • Aumento da violência letal e social: em 2025, 258 indígenas foram assassinados (alta de 22% em relação a 2024), com Roraima, Amazonas e Mato Grosso liderando os casos, mostra um relatório do CIMI. Também cresceram os suicídios (208 para 215, concentrados em jovens de até 29 anos) e a violência sexual (de 20 para 25 casos, majoritariamente contra meninas).
  • Mortalidade infantil e outras violações: os óbitos de crianças indígenas de até 4 anos somaram 1.024 (alta de 11%), sendo 57% por causas evitáveis, como pneumonia e desnutrição. O relatório do CIMI também registrou casos de racismo, ameaças, agressões e 1.276 ocorrências de violência contra o patrimônio indígena.
  • Marco temporal e insegurança territorial: o CIMI relaciona o aumento da violência às invasões de Terras Indígenas impulsionadas pela lei do marco temporal (14.701/2023), que paralisou processos de demarcação e fragilizou a proteção territorial, apesar de o STF já ter declarado a tese inconstitucional.
  • O ano de 2025 foi mais violento para os Povos Indígenas do Brasil. O relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025”, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), revela que 258 indígenas foram assassinados no ano passado. Um aumento de 22% sobre 2024. Roraima foi o estado com mais assassinatos de indígenas em 2025, com 82 casos, seguido por Amazonas (47) e Mato Grosso (37).

    O relatório ainda indica alta nos casos de suicídio, que passaram de 208 em 2024 para 215 no ano passado. Os casos se concentram principalmente entre os mais jovens – indígenas de 20 a 29 anos (41%) e até 19 anos (34%). Já a violência sexual contra indígenas aumentou de 20 casos em 2024 para 25 em 2025, sendo que a maior parte das vítimas é de meninas menores de idade.

    A mortalidade infantil também cresceu. Os óbitos de bebês e crianças indígenas de até 4 anos totalizaram 1.024, aumento de 11% em relação a 2024. Desse total, a maioria (57%) decorreu de causas evitáveis, como gripes e pneumonias, doenças infecciosas intestinais e desnutrição.

    O relatório também lista casos de abuso de poder, ameaça de morte, lesão corporal, tentativas de assassinato, casos de racismo e discriminação étnico-cultural e outros tipos de ameaça. Indígenas também foram vítimas de homicídio culposo (sem intenção de matar).

    Os ataques aos indígenas vão além da ameaça à integridade física, mostra o CIMI. Foram contabilizados 1.276 casos de violência contra o patrimônio, que incluem casos relacionados à omissão e à morosidade na regularização de terras (897), conflitos relativos a direitos territoriais (169) e invasões possessórias, exploração ilegal de recursos naturais e danos diversos ao patrimônio indígena (210).

    Segundo o CIMI, o recrudescimento da violência está diretamente relacionado às invasões de Terras Indígenas na esteira da aprovação do marco temporal pelo Congresso Nacional. A entidade lembrou que a Lei nº 14.701/2023, aprovada apesar da inconstitucionalidade da tese declarada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), colocou em xeque a situação de territórios sob processo de demarcação, ampliando a insegurança jurídica e física dos Povos Indígenas.

    “Tem aumentado a violência, os conflitos socioambientais e as violações de Direitos Humanos. A mera tramitação e aprovação dessas leis têm causado uma paralisação no processo de demarcação e, consequentemente, temos visto uma certa precariedade na política de proteção e preservação e fiscalização dos territórios indígenas”, afirmou o coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Dinamam Tuxá, n’O Globo.

    “As múltiplas faces da violência contra os Povos Originários são cruéis e parecem incessantes, porque se repetem ano após ano. Há períodos, contudo, em que elas se intensificam de forma ainda mais perversa, atingindo especialmente os Povos e Comunidades tornados vulneráveis pela omissão do Estado e pela interminável espera pela demarcação de seus territórios – direito que permanece, há décadas, negado”, pontuou o cardeal Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do CIMI, citado pela Folha.

    Os dados do CIMI sobre a violência contra os indígenas brasileiros em 2025 também foram destacados por A Crítica, Agência Pública, Agência Brasil, BNC Amazonas, Brasil de Fato, CartaCapital, g1, Metrópoles, O Globo, Projeto Colabora e UOL.

    • crime organizado
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