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September 29, 2026
Clima

Chuvas extremas causam mortes e estragos na Índia, Nepal e Tailândia – ClimaInfo

  • Setembro 29, 2026
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Chuvas extremas causam mortes e estragos na Índia, Nepal e Tailândia – ClimaInfo
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No norte da Índia, tempestades deixaram ao menos 56 mortos; em Bangkok, o volume de água no fim de semana equivaleu a quase um mês de chuva.

28 de setembro de 2026

índia chuva nepal
Priyash Vasava / Unsplash

Resumo

  • Mortes e destruição na Índia e no Nepal: as tempestades deixaram ao menos 56 mortos em Uttar Pradesh, na Índia, além de 46 feridos e de mais de mil casas destruídas. Entre 6ª feira e domingo (25 a 27/9), a região acumulou mais de 66 mm de chuva, quase 10 vezes a média sazonal de 7,6 mm. No Nepal, que ainda se recupera da enxurrada de agosto que matou quase 1,5 mil pessoas, as chuvas causaram ao menos 14 mortes, e o governo alertou para o risco de cheias repentinas em 49 dos 77 distritos.
  • Inundações na Tailândia: uma zona de baixa pressão estacionada sobre o Golfo da Tailândia deixou boa parte de Bangkok debaixo d’água, e a capital foi declarada em situação de desastre. Uma estação registrou mais de 213 mm em 24 horas. As inundações afetaram quase 330 mil residências e cerca de 700 mil pessoas, com 12 mortes no país.
  • Impactos no Sudeste Asiático: em Myanmar, inundações e deslizamentos na região de Tanintharyi mataram ao menos 10 pessoas e deixaram dezenas de pessoas desaparecidas; Dawei registrou 346 mm em um dia, o maior volume em 80 anos. No Camboja, as chuvas atingiram pelo menos dez províncias e forçaram a evacuação de quase 4 mil pessoas.
  • Chuvas intensas causaram estragos no subcontinente indiano e no Sudeste Asiático no final de semana. Tempestades deixaram pelo menos 56 mortos no nordeste da Índia, no estado de Uttar Pradesh, o mais populoso do país. O Nepal, que ainda sofre com os efeitos da enxurrada que matou 1,5 mil pessoas no mês passado, também registrou ao menos 14 mortos por conta das chuvas.

    O volume das chuvas no nordeste da Índia chamou a atenção dos meteorologistas. Entre 6ª feira e domingo (25 a 27/9), a região acumulou mais de 66 milímetros de chuva, quase dez vezes mais do que a média sazonal de 7,6 milímetros. Segundo as autoridades indianas, as chuvas também deixaram 46 pessoas feridas e mais de mil casas destruídas.

    No Nepal, o governo alertou que as chuvas intensas elevaram o risco de cheias repentinas em 49 dos 77 distritos do país, com mais da metade enfrentando alto risco de inundações. Por ora, as áreas mais afetadas pelas enxurradas de agosto, como Rasuwa e Nuwakot, estão em alerta, mas não são consideradas de alto risco, informam Bloomberg, Folha, Reuters e UOL.  

    Já na Tailândia, as fortes chuvas da última semana colocaram a capital, Bangkok, em situação de desastre. Uma estação meteorológica perto de Prachin Buri, a nordeste da cidade, registrou mais de 213 mm de chuva em um período de 24 horas, entre 6a feira e sábado. As chuvas, provocadas por uma zona de baixa pressão estacionada sobre o Golfo da Tailândia, deixaram boa parte de Bangkok debaixo d’água.

    Segundo a AP, as inundações afetaram quase 330 mil residências, prejudicando cerca de 700 mil pessoas. A imprensa local noticiou duas mortes relacionadas às inundações em Bangkok e outras 10 no restante do país. O governo tailandês decretou feriados especiais para os órgãos públicos e recomendou que as empresas privadas avaliassem a necessidade de permanecerem abertas. A agência meteorológica da Tailândia prevê mais chuvas nos próximos dias, mas com menor intensidade em Bangkok.

    Os temporais também causaram danos em Myanmar, onde pelo menos dez pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas devido a inundações e deslizamentos de terra na região costeira sul de Tanintharyi. Em Dawei, o acumulado de chuva de ontem atingiu 346 mm, o maior índice em 80 anos. No Camboja, as chuvas atingiram pelo menos dez províncias, forçando a evacuação de quase 4 mil pessoas.

    AFP, Bloomberg, Guardian e Reuters também repercutiram o impacto das chuvas na região.

    • Em tempo: A Folha destaca o apelo do primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, na Assembleia Geral da ONU, por mais apoio internacional ao país após o desastre causado pelas enxurradas de agosto. O jovem político ressaltou a injustiça da crise climática: o Nepal, país que pouco ou nada contribui para as mudanças climáticas, é um dos mais afetados por ela e, sem a ajuda dos países ricos, está sendo forçado a arcar sozinho com uma conta que não é dele. “Nós não criamos essa crise. Ainda assim, estamos pagando um preço colossal por ela”, disse.

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