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April 19, 2026
Estado Tocantins

Carreta de ácido sulfúrico que caiu com ponte entre TO e MA é retirada de rio

  • Outubro 20, 2025
  • 5 min read
Carreta de ácido sulfúrico que caiu com ponte entre TO e MA é retirada de rio

Na manhã desta segunda-feira, equipamentos utilizados para a retirada dos veículos conseguiram içar os eixos que transportavam o tanque com o material (assista acima). A reflutuação do veículo aconteceu ainda no sábado (18), segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT).

O vereador de Aguiarnópois, Elias Júnior (Republicanos) conseguiu gravar o momento que a carreta foi retirada do Rio Tocantins. Ele também estava presente no momento em que a ponte colapsou e desabou, no ano passado.

Mergulhadores e equipamentos especializados estão sendo utilizados na operação para recuperar os veículos. Entre eles estão geradores, compressores, além de balões de diferentes capacidades, guindaste e escavadeira.

O DNIT informou que atualmente, um veículo (cavalo + carreta), um cavalo mecânico, uma caminhonete e duas motocicletas permanecem submersos. Para retirar os veículos será preciso realizar trabalhos de drenagem, já que ocorreu um assoreamento do ponto onde afundaram. O departamento afirmou que esta etapa é de “alta complexidade técnica que depende de condições ambientais adequadas para preservar a segurança das equipes e a integridade dos equipamentos”.

Por causa da carga da carreta, foram feitas análises na água e segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), os resultados não indicaram alterações na qualidade hídrica do Rio Tocantins. isso porque, segundo o DNIT, o volume de água do rio é superior à quantidade de ácido derramado, o que possibilitou a diluição imediata da substância.

Também não houve impactos ambientais na fauna por causa do derramamento da carga de ácido sulfúrico.

Momento da retirada da carreta nesta segunda-feira (20) — Foto: Reprodução/Elias Júnior

Relembre

O vão da ponte desabou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro do ano passado. Na época foi apurado pelas forças de segurança que duas caminhonetes, um carro, três motos e quatro caminhões passavam pelo local no momento do colapso. Três desses caminhões carregavam ácido sulfúrico e agrotóxicos.

As ações para início da retirada dos veículos e posterior remoção dos galões dependeu de um mapeamento da área e um estudo técnico, conforme detalhou o departamento anteriormente.

O momento em que a estrutura cedeu foi registrado pelo vereador Elias Junior (Republicanos). O que restou da estrutura antiga, após a queda, foi demolido no dia 2 de fevereiro e, logo depois, começaram as obras. A previsão é de que a obra seja entregue ainda em 2025.

Íntegra da nota do DNIT:

O DNIT informa que a operação de reflutuação de veículos submersos no Rio Tocantins, desde o desabamento da ponte JK, em dezembro de 2024, segue avançando, seguindo cronograma planejado e rígidos protocolos de segurança.

Neste sábado (18), a carreta que transportava ácido sulfúrico foi totalmente reflutuada, com a retirada finalizada nesta segunda-feira (20). A elevação segura e controlada do veículo contou com uma equipe especializada de dez mergulhadores e o uso de balões de reflutuação com capacidade de até cinco toneladas.

Na segunda-feira (13), o DNIT retirou também o cavalo mecânico do caminhão Volvo/FH 500, dando continuidade às etapas da operação. Além disso, três bombonas de defensivos agrícolas foram localizadas e removidas. Todos os veículos recuperados estão sendo encaminhados à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para os devidos procedimentos legais.

A operação mobiliza uma estrutura técnica completa, incluindo geradores de 40 e 170 kVA, compressor de 910 pcm, tenda de cobertura, lancha e balsa de apoio, balões de diferentes capacidades, guindaste e escavadeira, garantindo a execução segura e eficiente das atividades.

Atualmente, um veículo (cavalo + carreta), um cavalo mecânico, uma caminhonete e duas motocicletas permanecem submersos no leito do rio. Parte desses veículos ainda não foram localizados devido ao assoreamento, o que exigirá trabalhos de dragagem, uma etapa de alta complexidade técnica que depende de condições ambientais adequadas para preservar a segurança das equipes e a integridade dos equipamentos.

De acordo com nota conjunta da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), as análises realizadas não indicaram alterações na qualidade hídrica do Rio Tocantins. O volume de água do rio é significativamente superior à quantidade de ácido derramado, o que possibilitou a diluição imediata da substância.

Os órgãos ambientais também informaram que não foram identificados impactos negativos à fauna local em decorrência do incidente. Desde o momento do acidente até o presente, em nenhum período foram registradas alterações na qualidade da água.

O DNIT segue acompanhando cada fase da operação e mantendo articulação com os órgãos competentes para garantir a segurança ambiental, a integridade da área e a transparência das informações relacionadas ao caso.

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