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March 17, 2026
Estado Tocantins

Arsenal apreendido em operação sobre venda ilegal de armas pode ser destruído ou doado, diz delegado

  • Abril 7, 2024
  • 5 min read
Arsenal apreendido em operação sobre venda ilegal de armas pode ser destruído ou doado, diz delegado

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na quarta-feira (3), sendo que quatro pessoas foram presas preventivamente e cinco foram presas em flagrante por porte ilegal de arma ou munição de usos restritos. Um empresário e um agente administrativo do sistema penal também são investigados. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

“Aqueles que a princípio não ficou apurado nada de ilegal, foram liberados, mas as investigações continuam e pode ser que tenhamos outros desdobramentos da Operação Clandestino”, informou o delegado.

Segundo delegado, os atiradores esportivos podem perder seus registros após serem indiciados, além receberem um prazo para vender essas armas e munições, que deverá ser estipulado pela justiça.

Operação Clandestinos

Munições também eram vendidas de forma ilegal, segundo a PM — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

As investigações começaram em outubro de 2023, após um dos investigados registrar boletim de ocorrência pela internet sobre o furto de duas armas e munições. A Polícia Civil descobriu que não houve roubo e que a pessoa registrou o caso de forma falsa. Na realidade, as armas teriam sido vendidas no comércio ilegal.

Depois desse episódio, as equipes policiais conseguiram identificar mais registros de armas furtadas, que na verdade entraram no esquema de venda ilegal. O mesmo investigado também teria registrado outro boletim em 2022 por causa de uma arma roubada.

Ao investigar o celular do suspeito, a polícia descobriu que a arma roubada teria sido negociada por R$ 4 mil. Também foram identificados outros investigados que teriam feito negociações com armas de forma irregular.c

Sargento preso

Sargento da PM, Joemil Miranda da Cunha, diz ser diretor de 18 clubes de tiros — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O segundo sargento da Polícia Militar, Joemil Miranda da Cunha, foi preso suspeito de estar envolvido em um suposto esquema de comércio ilegal de armas de fogo. Ele já tinha sido indiciado outras três vezes pela Polícia Civil. Nestes casos, o PM e a esposa foram investigados por usar documentos falsos para solicitar autorização de compra de arma em nome de terceiros. A TV Anhanguera também apurou que o militar passou a responder a duas sindicâncias na corregedoria da Polícia Militar por negociações ilegais.

Conforme o portal da transparência, o PM é concursado desde 2006 e recebe R$ 10.667,73. Ele atua em Araguaína, no norte do Tocantins. Nas redes sociais, ele diz que é diretor de 18 clubes de tiros. A Polícia Militar informou que ele, “nos seus horários de folga, desenvolve atividades junto a empresas vinculadas à família, não sendo de conhecimento institucional seu vínculo como sócio-proprietário de nenhuma empresa”.

O advogado de defesa do sargento, Paulo Roberto, disse que aguarda a conclusão dos trabalhos da polícia para emitir um posicionamento.

O que diz a PM sobre as sindicâncias?

A Polícia Militar do Tocantins informa que o sargento Joemil Miranda da Cunha já estava sendo acompanhado pela instituição, por meio da Corregedoria, em razão de responder procedimentos administrativos disciplinares em seu desfavor. Dos procedimentos instaurados constam, sobre arma de fogo:

  • Portaria 090 – nº 132/2022 – suposta interferência em procedimento de flagrante de autoridade policial em Araguaína, cujo resultado final está em fase de aplicação da pena;
  • Portaria 088/2022 – nº 131/2022 – apurar conduta do militar por suposta comercialização de arma de fogo, cujo resultado está para fase de recursos e cumprimento de pena.

Outros procedimentos também foram instaurados em desfavor do policial militar, por condutas diversas, mas não envolvendo arma de fogo. Assim, a Polícia Militar do Tocantins reforça que sempre esteve em atuação diligente, por meio da Corregedoria, para garantir a transparência e a integridade na instituição, buscando por meio do devido processo legal, a manutenção da hierarquia e disciplina militar, pilares da Polícia Militar do Tocantins.

Por fim, a instituição permanece prestando total apoio e informações necessárias para a Polícia Civil, bem como reafirma à sociedade seu compromisso com a legalidade e imparcialidade, bem como reitera não coadunar com posturas incompatíveis com a nobre função pública.

O que diz a PM sobre a Operação?

A Polícia Militar do Estado do Tocantins informa que foi acionada para acompanhar, durante a manhã desta quarta-feira, 3, por meio da Corregedoria do 2º BPM, as diligências da Operação Clandestino, realizada pela Polícia Civil. Um policial militar, de 36 anos, foi alvo de busca e apreensão. O objeto da ação envolve a comercialização de armas e munições por clubes de tiro e sócios.

A Polícia Militar já adotou as medidas preliminares para apuração interna e está acompanhando o caso. Por fim, reafirma à sociedade seu compromisso com a legalidade e imparcialidade, no exercício de sua nobre função pública.

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