Aos 70 anos, homem completa 45 anos de doação de sangue no TO | G1
A história de Devarte com a doação começou em 1981, em Goiás, quando ele ainda estudava para ser bombeiro. Na época, estava de plantão na Academia de Polícia Militar, em Goiânia, quando o chefe de serviço procurou um voluntário para doar sangue.
Segundo ele, quatro pessoas se apresentaram. Como era necessário ter sangue do tipo O positivo, dois foram desclassificados. Devarte e um colega ficaram na disputa que ele venceu no ‘par ou ímpar’.
Quatro décadas depois, Devarte levou a comemoração do aniversário para o Hemocentro do HGP, em Palmas. Ele convidou amigos para participar da celebração e também doar sangue.
Atualmente, o sistema do Hemocentro registra 59 doações feitas por Devarte. Segundo ele, o número é maior, porque parte das doações ocorreu fora do Tocantins, quando ainda não havia um sistema para contabilizar os registros.
“Eu doei fora daqui do Estado do Tocantins. No começo do Estado não havia esse sistema que controlava as doações. Então só a partir desse novo sistema é que estão contando esse número de doações”, explicou.
Devarte é um dos doadores mais antigos da rede e recebeu uma placa de reconhecimento pela trajetória.
Devarte é um dos doadores mais antigos da Hemorrede — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Doações no Tocantins
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), entre janeiro e junho deste ano foram registradas cerca de 13 mil doações de sangue no Tocantins.
A Hemorrede atende pacientes de toda a rede hospitalar estadual, incluindo unidades públicas e privadas. As doações realizadas em Palmas podem ajudar pacientes de diferentes regiões do estado.
Apesar da importância das doações, o número de bolsas coletadas apresentou queda. Em junho do ano passado, foram quase 2,5 mil bolsas, enquanto no mesmo mês deste ano foram 2.009. Em julho, foram registradas 1.860 doações.
Mudanças anunciadas pelo governo federal também devem alterar os critérios para doação de sangue a partir de 30 de setembro. Entre as medidas está a redução do período de espera para pessoas que passaram por determinados procedimentos médicos ou estéticos.
Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Patrício Reis.









