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May 5, 2026
Estado Tocantins

Acusado de matar mulher após se conhecerem em festa é condenado no TO | G1

  • Maio 5, 2026
  • 3 min read
Acusado de matar mulher após se conhecerem em festa é condenado no TO  | G1

A decisão saiu na sessão do Tribunal do Júri realizada nesta segunda-feira (4), em Gurupi. Segundo a sentença do juiz Jossaner Nery Nogueira Luna, Odilon cumprirá a pena em regime fechado. O magistrado também fixou indenização de R$ 100 mil aos herdeiros da vítima e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva. O réu pode recorrer da decisão.

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), que faz a defesa do condenado, informou que não comenta decisões da Justiça envolvendo o julgamento de assistidos.

Horas após o desaparecimento, a Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas para realizar buscas. O corpo de Adriana foi encontrado dias depois por populares, sem documentos de identificação.

Adriana Sousa Bequimãn, de 39 anos, foi encontrada morta em Dueré, no Tocantins — Foto: Divulgação

Durante a sessão, nesta segunda-feira, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi qualificado como feminicídio, pois ocorreu com menosprezo à condição de mulher de Adriana. Os jurados também consideraram que o assassinato teve como motivação um desentendimento relacionado à recusa sexual por parte da vítima.

O laudo pericial detalhou a brutalidade da ação. Segundo o documento, foram encontrados sinais de arrastamento e vegetação amassada desde um barranco até a árvore onde Adriana foi localizada. O réu teria utilizado uma corda para arrastar a vítima e, em seguida, a amarrou pelo pescoço a um galho.

No momento em que foi encontrada, a mulher estava parcialmente nua e com a blusa rasgada. Além disso, os jurados entenderam que a vítima não teve chance de defesa, devido à diferença de porte físico entre ela e o réu.

O juiz destacou a “extrema brutalidade” da conduta e as consequências trágicas para a família. Adriana deixou uma filha com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que dependia dos cuidados constantes da mãe e apresentou piora no quadro clínico após o crime.

O depoimento da filha mais velha confirmou que, após o crime, a irmã teve uma piora significativa em seu quadro clínico, o que foi considerado pelo magistrado como uma consequência negativa relevante na dosimetria da pena.

Relembre o caso

O corpo da mulher foi encontrado quatro dias depois, em um matagal às margens da rodovia TO-070. De acordo com a Polícia Civil, a vítima estava amarrada a uma árvore, sem roupas na parte inferior e com marcas de asfixia.

Odilon foi preso em Formoso do Araguaia no mesmo dia em que o corpo foi localizado. Na ocasião, a identificação de Adriana só foi possível por meio de exame de impressões digitais.

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