Veja dez pontos para entender investigação sobre Porsche de R$ 372 mil | G1
Veja dez pontos sobre a investigação e desaparecimento do veículo de luxo:
1. Por quê a Porshe foi apreendida?
2. O veículo foi apreendido e deixado aonde?
Conforme documento da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Palmas, diferentemente de bens que ficam retidos em pátios da corporação, o veículo havia sido deixado sob a responsabilidade de uma fiel depositária, que tinha a obrigação legal de guardar o patrimônio e não poderia negociá-lo.
Veículo é avaliado em R$ 372 mil — Foto: PF/Divulgação
3. Em que momento perceberam o sumiço?
A Justiça Federal determinou que o carro fosse leiloado. No entanto, quando os trâmites para o leilão foram abertos, constatou-se que o automóvel havia desaparecido.
4. Como desapareceu?
Segundo a 4ª Vara Federal Criminal de Palmas, o veículo passou por um esquema estruturado para fugir da fiscalização. Entre os citados na investigação estão Ramon Aguiar dos Santos, Maria de Fátima Silva Aguiar, Adilson Soares da Silva e Santiago de Sousa Carmos.
Segundo a investigação, o veículo passou por diversas mãos:
- Apreensão: O veículo foi apreendido em 2022 durante investigação por fraudes no auxílio emergencial. Na época, estava na posse de Ramon Aguiar;
- Fiel depositária: Após a apreensão, o veículo ficou sob a guarda de Maria de Fátima Silva Aguiar, que seria mãe de Ramon, segundo apurado pela TV Anhanguera. Ela não foi alvo de buscas nesta fase da investigação.
- Pagamento de dívidas: Ramon repassou o veículo para Adilson Soares da Silva para abater uma dívida pessoal.
- Falsa entrega à Justiça: Ramon disse ter sido vítima de um golpe praticado por Adilson e afirmou que um terceiro iria buscar o veículo em Atibaia (SP) com a promessa de entregá-lo à Justiça.
- Compra com documento falso: Segundo a decisão, o veículo foi revendido por Adilson a Santiago de Sousa Carmo, que teria usado documentos falsos. Depois, o Porsche voltou a ser revendida para um terceiro.
Ainda segundo a decisão, há indícios de que Santiago e Adilson são sócios em uma empresa de venda de veículos. O g1 pediu um posicionamento à defesa de Ramon, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa dos demais citados não foi localizada.
5. Quais medidas foram determinadas pela Justiça?
Além de autorizar os mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou que o bloqueio de até R$ 372 mil das contas de três investigados. Durante operação realizada no dia 17 de setembro, foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos que armazenam dados digitais.
6. O bloqueio de R$ 372 mil das contas tem qual função?
A medida foi tomada decorrente ao risco de ocultação, destruição ou adulteração de provas, bem como da possibilidade de dissipação de bens e valores inviabilizando a efetividade da decisão judicial.
7. Em quais cidades os mandados foram cumpridos?
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal de Palmas. A determinação foi cumprida nesta quinta-feira (17), nos municípios de Goiânia/GO, Senador Canedo/GO e Atibaia/SP.
Veículo foi apreendido pela Polícia Federal — Foto: PF/Divulgação
8. Os suspeitos foram presos?
A decisão da Justiça informa que, embora existam indícios relacionados à possível ocultação do carro e ao uso de diferentes registros de identificação por um dos investigados, o juiz considerou que não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva.
9. Quais crimes são investigados?
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de fraude processual e lavagem de dinheiro.
10. O que é a Operação Scelerum Fructus?
Durante a operação Scelerum Fructus a Polícia Federal investigou o esquema criminoso envolvendo fraude de auxilio emergencial. A quadrilha teria arrecadado mais de R$ 1,2 milhão em golpes, o que resultou na prisão dos suspeitos por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Com o dinheiro obtido ilicitamente, o grupo comprou imóveis e veículos de luxo, incluindo o Porsche Macan S, ano 2017.









