O que se sabe sobre caso da jovem resgatada de cárcere privado no TO | G1
O suspeito, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante por cárcere privado. A defesa dele, em contato com a TV Anhanguera, negou as acusações e classificou o episódio como um “desentendimento do casal”.
Veja o que se sabe sobre o caso da jovem que foi mantida em cárcere privado.
Como a jovem conheceu o suspeito?
De acordo com a Polícia Militar, os dois se conheceram por meio de um aplicativo de jogos online que simula a vida real e possibilita a interação entre usuários por chat. Após iniciarem contato pela plataforma, a jovem foi convencida a deixar seu estado para morar com o homem em Palmas.
Jovem foi resgatada pela PM em Palmas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Quando a privação de liberdade e agressões começaram?
A situação de privação de liberdade começou logo após a chegada dela ao Tocantins. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a jovem estava em Palmas desde o início do ano. Ela afirmou que sofria agressões enquanto vivia com o companheiro em uma kitnet na região central de Palmas.
Durante o atendimento, um policial perguntou à jovem se ela estava sofrendo violência e se queria ir embora. Ela respondeu que queria. Em seguida, ao ser questionada novamente se tentava deixar o local, afirmou: “Tô tentando ir embora já faz uns meses”.
De acordo com os relatos, a jovem vivia sob constante vigilância em uma kitnet na região central da cidade. Ela contou que teve o celular quebrado e conseguiu pedir ajuda à família usando o aparelho do companheiro.
O que a família fez ao descobrir a situação?
A vítima conseguiu entrar em contato com a família e, posteriormente, apagou as mensagens para que o homem não descobrisse. Segundo a polícia, ela pedia para que os parentes não retornassem às mensagens para evitar que o suspeito descobrisse a interação.
Diante do alerta, a família entrou em contato com a polícia paranaense. “A polícia do Paraná fez contato aqui e, dessa forma, a gente soube da situação que estava ocorrendo aqui em Palmas”, explicou o tenente-coronel Gustavo Bolentini.
A irmã da jovem relatou à TV Anhanguera que a vítima sofria agressões e ameaças de morte. Segundo o relato, o suspeito dizia que, se ela tentasse ir embora, “poderia ir, mas iria morta”. Além da violência física, a jovem, que é diabética, relatou que teve a insulina escondida pelo agressor.
Como aconteceu o resgate?
Após receber informações da polícia paranaense, equipes militares foram até o endereço indicado para averiguar uma possível situação de violência doméstica.
A polícia constatou que a vítima estava privada de seus direitos básicos e impedida de utilizar o próprio telefone celular. A vítima foi resgatada e encaminhada para a Casa da Mulher Brasileira, onde recebeu acolhimento e proteção.
O que aconteceu com o suspeito?
Após as providências legais cabíveis, o homem foi encaminhado para a Unidade Penal Regional de Palmas, onde aguardará manifestação da Justiça. O advogado dele alegou que a jovem tinha liberdade de locomoção e acesso a meios de comunicação. A defesa afirma ainda que o homem chegou a oferecer uma passagem de volta para a cidade de origem dela.
O caso foi tipificado como cárcere privado?
O caso foi tipificado como cárcere privado na sua forma qualificada, por envolver restrição do direito de ir e vir contra cônjuge ou companheira.
A vítima vai reencontrar a família?
Com o apoio financeiro da família, a Delegacia da Mulher está coordenando os trâmites para que ela possa retornar ao seu estado.
Casa da Mulher Brasileira em Palmas — Foto: Divulgação/Flávio Cavalera/Governo do Tocantins








