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July 31, 2026
Estado Tocantins

TJTO suspende julgamento de empresária acusada de fraudes nas UPAs | G1

  • Julho 31, 2026
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TJTO suspende julgamento de empresária acusada de fraudes nas UPAs  | G1

Justiça suspende julgamento de empresária acusada de fraudes nas UPAs e mantém prisão

Divergência entre desembargadores levou ao pedido de vista e adiamento da análise. Cláudia Fernanda Cândido é apontada como lobista do contrato R$ 139 milhões entre a Prefeitura de Palmas e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba.


  • O TJTO suspendeu nesta quarta-feira (29) o julgamento de liberdade de Cláudia Fernanda Cândido da Silva. A empresária é investigada por fraudes em UPAs de Palmas.

  • O relator Márcio Barcelos votou pela soltura com tornozeleira, mas Luiz Zilmar divergiu. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do desembargador Gilson Valadares.

  • O inquérito indiciou dez pessoas por crimes como corrupção e desvio de verbas. O contrato de R$ 139 milhões foi suspenso pelo Tribunal de Contas.

Suposta lobista investigada por contratos da UPA de Palmas segue presa após impasse no TJ

Suposta lobista investigada por contratos da UPA de Palmas segue presa após impasse no TJ

Cláudia Fernanda Cândido da Silva é apontada como lobista do contrato para a gestão das UPAs de Palmas — Foto: Divulgação/PCTO

O caso de Cláudia foi analisado pela Câmara Criminal de Palmas nesta quarta-feira (29). Durante a votação houve divergência entre os desembargadores e o julgamento foi adiado sem previsão para a retomada da análise.

O desembargador relator, Márcio Barcelos, votou pela concessão da liberdade da empresária mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Em seguida, Luiz Zilmar dos Santos Pires apresentou voto divergente e defendeu a manutenção da prisão, sob o argumento de que a gravidade dos fatos e os riscos à aplicação da lei penal justificam a medida.

Em sua fala, o desembargador Gilson Valadares pediu vista do processo para analisar o caso com mais profundidade antes de apresentar seu voto. À TV Anhanguera, a defesa da empresária informou que vai aguardar a continuidade do julgamento.

Relembre o caso

O inquérito policial foi concluído em 20 de junho com o indiciamento de dez pessoas. A apuração aponta que os repasses mensais previstos no contrato chegavam a R$ 11,5 milhões, valor considerado superior aos custos reais de funcionamento das UPAs.

Paralelamente à investigação criminal, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o contrato após identificar indícios de irregularidades e questionar a vantagem econômica do modelo adotado. O órgão determinou que a Prefeitura de Palmas reassuma a gestão das unidades de saúde.

Prefeitura tem 15 dias para assumir o serviço — Foto: Djavan Barbosa

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