UE busca alternativas energéticas após gastar 113 bilhões de euros extras com combustíveis fósseis – ClimaInfo
Os países da União Europeia (UE) gastaram mais de US$ 113 bilhões (R$ 584 bilhões) em importações de combustíveis fósseis desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. A conta extra está levando os políticos do bloco a buscar alternativas ao petróleo e ao gás de origem fóssil, à medida que os preços continuam em alta.
Em alguns países, os consumidores estão pagando quase 50% a mais pela gasolina, o equivalente a mais de US$ 11 por galão (ou R$ 15,00 por litro), após o fechamento do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, informa a AP. “A situação é grave”, disse o comissário europeu de energia, Dan Jørgensen, durante um encontro em Dublin, Irlanda, com ministros de energia dos 27 países do bloco. Apesar do investimento adicional, os membros do bloco não receberam “uma molécula a mais de gás ou de petróleo”, disse Jørgensen.
O comissário afirmou que os ministros discutiriam planos para acelerar a transição dos combustíveis fósseis para a eletricidade e expandir a infraestrutura elétrica em todo o bloco. A UE tornou-se altamente dependente dos Estados Unidos para as importações diretas de energia após o fim de sua dependência histórica da Rússia, na sequência da invasão da Ucrânia em 2022. E agora está ameaçada por um possível corte das exportações de diesel dos EUA, uma tentativa de Donald Trump de segurar os preços do derivado de petróleo no país e evitar uma derrota dos Republicanos nas eleições de meio de mandato da Câmara e do Senado, em novembro.
Em Dublin, os ministros de energia europeus se depararam com uma realidade sombria, destaca o Politico. Os preços do gás estão próximos das maiores cotações dos últimos quatro anos às vésperas do inverno; as reservas europeias do combustível fóssil estão excepcionalmente baixas e o conflito no Oriente Médio mantém Ormuz fechado, sem previsão de regularização do tráfego marítimo.
Por isso, os ministros destacaram subsídios e cortes de impostos como algumas das poucas maneiras viáveis de proteger os consumidores do aumento dos custos de energia neste inverno. Assim como os benefícios dos programas de apoio financeiro para impulsionar a eletrificação e a adoção de energias renováveis — muitos dos quais já foram implementados.
“Estamos vendo mais veículos elétricos sendo vendidos na Europa do que nunca, e vemos bombas de calor elétricas substituindo caldeiras a gás e a óleo como nunca antes — então, sim, há muitas coisas positivas acontecendo”, disse Jørgensen. “Muitas vezes, uma das melhores coisas que podemos fazer nessas situações, e que também funciona a curto prazo, é a eletrificação ativa”, completou.








