Sobe para 75% chance de El Niño ser o mais forte registrado desde 1950 – ClimaInfo
O El Niño segue ganhando força no Pacífico tropical, com a possibilidade cada vez maior de se tornar o mais intenso já registrado. A Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, sigla em inglês) atualizou suas projeções para o fenômeno, aumentando para 97% as chances de que ele evolua para um patamar muito forte a partir do final de setembro, quando começa a primavera no Hemisfério Sul. O fenômeno também tem 75% de chance de ser histórico, superando a intensidade de todos os El Niños desde 1950. A projeção anterior da NOAA era de 69%.
Segundo a agência, o El Niño atual tem 93% de chances de permanecer intenso até janeiro de 2027. Por ora, informa a Folha, a temperatura na principal região usada para aferir o fenômeno no Pacífico equatorial, chamada Niño-3.4, está 1,8oC acima da média, dentro da classificação de um El Niño forte. No entanto, a expectativa é de que ela suba até 2,5oC nos próximos meses, o que colocaria o fenômeno na categoria “muito forte”.
Os efeitos do El Niño já estão sendo sentidos em todo o mundo. A Bloomberg destaca o agravamento da seca na América Central, que reduziu o tráfego no Canal do Panamá, e a intensificação dos incêndios florestais na Indonésia, o que elevou os preços do óleo de palma. Essas perturbações pressionam ainda mais a inflação global e os problemas nas cadeias de suprimentos, já afetadas pela guerra no Oriente Médio.
No Brasil, a sucessão de eventos chuvosos no Rio Grande do Sul desde julho também é efeito do fenômeno. E o El Niño também deve intensificar a seca nas regiões Norte e Nordeste, com impactos mais irregulares no Sudeste e no Centro-Oeste. Outro efeito é a ocorrência de ondas de calor, que devem se tornar mais frequentes nos próximos meses.
As novas projeções da NOAA sobre o El Niño também foram abordadas por g1, Globo Rural, Reuters e VEJA.








